sábado, 30 de setembro de 2017


Amaro Antunes assina pela CCC Spandri Polkovice

Depois de ter brilhado em 2017 ao serviço do W52 F.C.Porto, ajudando a equipe a dominar por completo a Volta a Portugal onde ficou em 2º lugar logo atrás do seu colega de equipe Raul Alarcon, Amaro Antunes surpreendeu todos ao assinar pela equipe polacar CCC.

O jovem ciclista do F.C.Porto  que já tinha dado nas vistas, no principio do ano vencendo a etapa rainha da Volta ao Algarve batendo na serra do caldeirão os tubarões das equipes do World Tour vê assim o seu desejo de internacionalização cumprido.

Se na teoria é um passo pouco ambicioso do jovem prodigio de Vila Real de Santo António, pois todos esperavam a sua ascensão já este ao ao escalão maior do ciclismo mundial, na prática pode vir a ser uma etapa muito importante para o seu desenvolvimento pois numa equipe do World Tour, Amaro remetia-se a ser o gregário do seu chefe de fila e a entrar em algumas provas menos importantes, enquanto que na CCC se se conseguir ambientar bem e potenciar as suas características pode ser uma das peças mais importantes da equipe e quem sabe chefe de fila em algumas provas.
Recorde-se que a CCC é uma das equipes Pro Tour que recebe mais wild cards para estar presente nas provas do World Tour.

Boa sorte Amaro!

sexta-feira, 29 de setembro de 2017


Greg Van Avermaet e a equipe da Sky são os grandes vencedores dos rankings World Tour 2017

Com a conclusão do Tour de Guangxi na China, o circuito do World Tour chegou hoje ao fim com o Belga da BMC, vencedor do Paris-Roubaix a ser o grande vencedor do ranking individual com 3582 pontos.
O medalhado olímpico, chegou ao éxito com um principio de época absolutamente fantástico. Van Avermaet, dominou por completo as clássicas de primavera, com vitórias na clássica Onloop Het, na E3 Harelbeke, na Gante-Wevelgen e no Paris-Roubaix. Fez ainda segundo lugar na Strade Bianchi e no Tour de Flandes alem de boas prestações na Liege-Baston- Liege,  na Amstel Gold race e na Clássica de San Sebastian.
Apesar de ter vencido o Tour de France e a Vuelta, Chris Froome, ficou a 100 pontos do ciclista Belga ficando assim em 2º lugar do ranking. o pódio ficou completo com o vencedor do Giro Tom Dumolin com 2545 pontos apenas mais um que o quarto classificado Peter Sagan. Vincenzo Nibali fechou na 5ª posição.
PosiciónCiclistaEquipoPuntos
1VAN AVERMAET GregBMC RACING TEAM3582
2FROOME ChrisTEAM SKY3452
3DUMOULIN TomTEAM SUNWEB2545
4SAGAN PeterBORA - HANSGROHE2544
5NIBALI VincenzoBAHRAIN - MERIDA2196
6KWIATKOWSKI MichalTEAM SKY2171
7VALVERDE AlejandroMOVISTAR TEAM2105
8MARTIN DanielQUICK - STEP FLOORS2050
9MATTHEWS MichaelTEAM SUNWEB2049
10CONTADOR AlbertoTREK - SEGAFREDO1987
Na classificação por equipas, a grande dominadora foi a Sky conseguindo retirar o titulo à Movistar que vencia à quatro temporadas consecutivas. o pódio ficou completo com as equipas da Quick-Stepp e da BMC.

PosiciónEquipoPuntos
1TEAM SKY12806
2QUICK - STEP FLOORS12652
3BMC RACING TEAM10961
4TEAM SUNWEB8033
5TREK - SEGAFREDO7934
6MOVISTAR TEAM (MOV)7399
7ORICA - SCOTT7190
8BORA - HANSGROHE6516
9AG2R LA MONDIALE6316
10CANNONDALE DRAPAC5748
11TEAM KATUSHA ALPECIN5619
12UAE TEAM EMIRATES5494
13LOTTO SOUDAL5466
14BAHRAIN - MERIDA5277
15ASTANA PRO TEAM5018
16TEAM LOTTO NL - JUMBO4846
17FDJ3616
18TEAM DIMENSION DATA2575



Depois de 19 Grandes Voltas seguidas, Adam Hansen disse "Chega".

O veterano ciclista da Lotto-Soudal, famoso por não perder nenhuma grande volta nos últimos seis anos, mudará de estratégia em 2018.  No próximo ano não fará simultaneamente o Giro, Tour e Vuelta, ele estará presente só numa ou duas grandes voltas. 
O australiano, que nos últimos 11 anos participou em 26 grandes voltas, perfazendo 546 dias de competição entre as três grandes de Itália, França e Espanha parece estar cansado de um calendário que se tornou uma tradição.
 "A equipe e eu sempre quisemos fazer as três grandes voltas, sempre gostei e dei o meu melhor no apoio aos meus líderes, mas se eu tiver mais oportunidades para mim, ficarei feliz, eu quero mudar meu calendário e não continuar com a monotonia dos últimos anos ", disse o ciclista numa entrevista à Cyclingnews.

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Como explicar aos palermas dos meus amigos que só gostam de futebol que o ciclismo é fixe pa carago!

Há uma questão que me persegue desde que nos anos setenta, Joaquim Agostinho, me pôs a gostar de ciclismo.
Como é que eu hei-de explicar aos meus amigos que só gostam do Benfica, que ficar duas horas sentado no sofá a ver uma etapa de ciclismo é espectacular?

Para tentar arranjar a resposta para a esta pergunta, decidi fazer um livro de instruções para aqueles que não conseguem entender, que me dá um prazer do carago ficar duas horas alapado no sofá a ver uma etapa dos Alpes.


CAPITULO 1: AS PROVAS DE CICLISMO


1. Quando é que apareceu o ciclismo?


O ciclismo como modalidade desportiva surgiu em 1890.

Em 1891, disputaram-se as primeiras provas velocipédicas entre Bordéus e Paris (ida e volta 600km) e entre Paris e Brest (ida e volta, no total de 1200 Km). Estas provas foram únicas,tanto pela sua distância como pela sua dificuldade.  A primeira edição do Paris-Brest, no dia 6 de Setembro de 1891 foi ganha por Charles Terront e participaram 206 ciclistas.O ciclista francês demorou quase 3 dias sem descansar, para terminar a prova em 71 horas e 25 minutos à média de 16,8 Km/hora. O segundo classificado chegou passadas 8 horas!!!

Em 1893 foi  disputado o 1º campeonato mundial com provas de sprint e meio fundo, exclusivamente para ciclistas amadores.



O ciclismo faz parte do programa olímpico desde a sua 1º edição moderna em Atenas em 1896, mas apenas na modalidade de pista. O ciclismo feminino só aparece nos Jogos de Seul em 1988.

A UCI (União Ciclistica Internacional) organização que promove as provas de ciclismo mundiais foi fundada em 4 de Abril 1900. A sede da UCI situa-se em Aigle na Suiça.
A Federação Portuguesa de Ciclismo foi fundada em 14 de Dezembro de 1899. O Presidente actual é Delmino Pereira ex ciclista do Boavista.


2- Que tipo de provas há em ciclismo?

A- Provas por etapas

- Provas curtas
- Provas de uma semana
- Provas de 2 semanas
- Grandes Voltas

B - Provas de um dia -

- Clássicas
-  Monumentos
- Mundiais



A - Provas por etapas

São provas de mais de um dia. Cada dia é uma etapa e cada etapa tem características diferentes: há etapas planas. etapas de montanha e contra-relógios.
Consoante o numero de dias podemos distinguir as provas de etapas em; provas curtas de 2,3 etapas, provas de uma semana, provas de duas semanas como a Volta a Portugal ou provas de 3 semanas, as chamadas Grandes Voltas.



Provas curtas ( 2-3 dias)

Antigamente eram muito comuns em Portugal. Actualmente no calendário nacional temos o Grande Prémio das Beiras e o G.P. Abimota.


Provas de 1 semana

São provas importantes do calendário Mundial pois intercalam com as Grandes Voltas.
Tem entre 5 e 7 dias de competição e não tem dia de descanso.
Actualmente no calendário nacional temos:
Volta ao Algarve - inicio de Fevereiro
Volta ao Alentejo  -  fins de Fevereiro
Troféu Joaquim Agostinho - principio de Julho

A nivel internacional as mais famosas são:

Tour Down Town (Volta à Austrália) - principio de Janeiro
Volta à Comunidade Valenciana - inicio de Fevereiro
Abu Dhabi Tour -  principio de Fevereiro
Volta a Andaluzia - meados de Fevereiro
Tirreno Adriático- Março
Volta à Catalunha - Março
Paris - Nice - Março
Volta ao País Basco - Abril
Tour da Romandia - fins de Abri
Criterium du Dauphiné - Junho
Volta à Austria - Julho
Volta à Polónia - fins de Julho
Bink Bank Tour - Agosto
Tour of Guangxi - meados de Outubro


Provas de 2 semanas

 São provas de 10 etapas, normalmente começam a uma quarta-feira e terminam no domingo da semana a seguir. As provas mais famosas de 2 semanas são: a Volta à Suiça e a Volta a Portugal


Grandes Voltas ( Tour, Vuelta e Giro)




São as provas mais mediáticas do ciclismo, aquelas que toda a gente conhece, pois são as que normalmente são acompanhadas pela televisão.
São compostas por 21 etapas, e habitualmente começam com um prólogo (contra-relógio) de curta distância. Tem uma variedade muito grande de percursos, mas é nas etapas de alta montanha e nos contra-relógios individuais que normalmente se decide os vencedores. Tem 2 dias de descanso, ás segundas feiras e terminam quase sempre nas capitais dos países.
Para vencer uma Grande Volta, tem que se ter uma grande equipe de apoio e um ciclista completo, ou seja, ter um bom montanhista que seja também bom contra-relogista e ter uma boa equipe por trás para o ajudar nas etapas mais difíceis. Como é uma prova muito longa a capacidade de recuperação física dos ciclistas de dia para dia são essenciais para se chegar ao triunfo, pois ás vezes basta um dia mau para deitar tudo a perder.


Giro de Itália - realiza-se sempre em Maio



A 1ª edição da Volta à Itália foi em 1909 com inicio e término em Milão.
Realiza-se em Maio e é composto por 21 etapas, sendo sempre 6 ou mais de alta montanha e pelo menos um contra-relógio individual na ultima semana.
As etapas de montanha mais duras do Giro de Itália, são as subidas aos montes Zocolan, Stélvio, Montirolo e Scarnuppia.
O Líder da classificação enverga a camisola rosa, devido ao principal patrocinador da prova ser a Gazeta Dello Sport, um jormal que se caracterizava por ter as páginas rosas.


  • Jersey pink.svg Maglia rosa (classificação geral)
  • Jersey red.svg Maglia rossa (classificação por pontos)
  • Jersey blue.svg Maglia azzurra (montanha)
  • Jersey white.svg Maglia bianca (liderança jovem)

O recorde de vitórias na prova transalpina pertence a 3 ciclistas todos com 5 vitórias: os italianos Alfredo Binda e Fausto Coppi e o Belga Edie Mercx.
Em 2017 venceu Tom Dumoulin da Holanda.


Tour de France - realiza-se sempre em Julho



A 1ª edição do Tour remonta ao ano de 1903 com o intuito de aumentar as vendas do jornal l`Auto.
É a mais prestigiada das 3 Grandes Voltas sendo um dos eventos desportivos mais acompanhados por todo o mundo, calcula-se que 3,5 biliões de pessoas acompanharam o ultimo Tour.
Realiza-se habitualmente em Julho e é composta por 21 etapas  com 2 dias de descanso. Em todas as edições os ciclistas tem que ultrapassar as duras montanhas dos Pirinéus e dos Alpes.
As etapas rainhas da prova francesa são, o Mont Ventoux, o Tourmalet , o Alp D´Huez e o Col du Galibier. A ultima etapa é sempre a chegada a Paris onde os ciclistas percorrem um circuito à volta dos Champs Elysées que fazem várias vezes. A discussão da etapa é normalmente ao sprint e todos os sprinters sonham ganhar pelo menos uma vez em Paris.
A camisola de Líder da classificação geral é amarela devido ao patrocínio das paginas amarelas.



camisola amarela  (classificação geral)




Camisola às bolinhas  (montanha)



camisola verde (pontos)



Camisola branca ( juventude)

O recorde de vitórias na prova francesa pertence a 5 ciclistas: Jacques Anquetil e Bernard Hinault da França, Eddie Mercx da Bélgica e Miguel Indurain de Espanha
O Norte Americano Lance Armstrong venceu por 7 vezes mas as suas vitórias foram-lhe retiradas após ter confessado o uso de subatâncias dopantes


Vuelta a Espanha - Realiza-se em Setembro



A 1ª edição da Vuelta foi em 1935 e realiza-se ininterruptamente desde 1955.
Realiza-se habitualmente em Setembro e é composta por 21 etapas  com 2 dias de descanso.
Durante as 3 semanas os ciclistas tem que ultrapassar a meseta Ibérica normalmente debaixo de altíssimas temperaturas e as cordilheiras dos Alpes e dos Picos da Europa. As etapas rainhas são as do Alto do Angliru, da Sierra Nevada, dos lagos de Covadonga e ultimamente a do alto dos Machucos. Com inicio em diferentes localidades a prova termina sempre em Madrid. A primeira vez que a Vuelta começou fora do território espanhol foi em 1977 com inicio em Lisboa e 3 etapas no nosso pais.
A camisola de Líder da classificação geral é vermelha

Camisloa roja (classificação geral)



Camisola lunares  (montanha)




Camisola verde (pontos)


Camisola branca( juventude)



O Recorde de vitórias na Vuelta pertence a 3 ciclistas: O suíço Tomy Rominger e os espanhóis Roberto Heras e Alberto Contador.


Classificações Extras das provas por etapas

Em todas as voltas existem classificações independentes da Classificação geral.
Durante as etapas existem pontos quentes (metas intercalares) que vão determinar os vencedores da classificação da montanha e dos pontos

Classificação do prémio de montanha

Os pontos quentes situam-se nos topos das montanhas e consoante a sua dificuldade são considerados, de 3ª, 2ª, 1ª ou categoria especial.
O ciclista que tiver mais pontos no fim da etapa, envergará a camisola ás bolinhas no dia seguinte.

Na tabela  em anexo pode consultar os pontos atribuídos a cada categoria.
Tipo1ª2ª3ª4ª5ª6ª7ª8ª9ª10ª
Mountainstage.svgCategoria Especial2520161412108642
Mountainstage.svgPrimeira Categoria1086421
Mountainstage.svgSegunda Categoria5321
Mediummountainstage.svgTerceira Categoria21
Mediummountainstage.svgQuarta Categoria1

Classificação por pontos

Existem duas maneiras de os ciclistas ganharem pontos para esta classificação, nas metas intermédias durante a etapa e na meta final.
O ciclista que tiver mais pontos no fim da etapa, envergará a camisola verde no dia seguinte.

Plainstage.svgFinal em etapa plana45353026222018161412108642
Mediummountainstage.svgFinal etapa média de montanha30252219171513119765432
Mountainstage.svgFinal etapa alta montanha201715131110987654321
History.gifContrarrelógio individual201715131110987654321
Sprint intermediária201715131110987654321

Camisola da Juventude

O portador da camisola Branca da juventude é o ciclista com menos de 25 anos melhor colocado na classificação geral.


B - Provas de 1 dia



O ciclismo nasceu com estes tipos de provas. São corridas em que os ciclistas partem todos ao mesmo tempo do mesmo local de partida e tem como objectivo chegar o mais depressa possível ao local de chegada. Em Portugal tiveram muito sucesso as Porto-Lisboa e Lisboa-Porto.

Do calendário mundial, as mais famosas são as Clássicas da Primavera, os Monumentos e as clássicas do Outono.

Clássicas:

Embora se realizem durante todo o ano, há uma altura especifica do calendário mundial do ciclismo que é dedicado às clássicas (Março, Abril) e depois a seguir aos mundiais em Outubro.

A região de Flandres na Bélgica, é considerada a capital espiritual do ciclismo, muito devido a ser o local onde se realizem mais provas deste género e ás famosas clássicas de pavé muito veneradas no norte da Europa. Não é então de estranhar que os grandes especialistas neste tipo de provas sejam os Belgas.

Principais provas clássicas do calendário Mundial:

Omloop Het Nieuwsblad 



Realiza-se anualmente no final de Fevereiro.
É a prova de abertura do campeonato belga e a 1º prova do ano do norte da Europa e tem muito prestigio por causa disso. A corrida começa e termina em Gent na Flandres e aborda as colinas nas Ardenas Flamengas. Marca também o inicio das clássicas em pavé na Europa.

Strade Bianchi


Realiza-se anualmente em Março.
É uma prova que se realiza em Itália na Toscánia. A prova começa e termina em Siena.
Chama-se estrada branca devido ao tipo de piso em que é feita, mais de 50 km são percorridos sobre cascalho branco, ao estilo Paris-Roubaix.


Amstel Gold Race

Realiza-se no final de Abril.
É a mais importante prova da Holanda. Decorre perto de Limburgo e marca o ponto de viragem nas Clássicas de primavera, acaba o pavé e começam as provas com ascensões de colinas.


La Fleche Wallonne


Realiza-se no final de Abril.
Decorre na região da Valónia na Bélgica. É a primeira da dupla classicas das Ardenas, juntamente com a Liege-Bastogne-Liege que se realiza no fim de semana a seguir.
Começa em Charleroi e dirige-se para Leste em direção ás montanhas onde os ciclistas fazem um circuito de 3 voltas passando por várias secções ingremes com 13% ou mesmo 26% de inclinação. Termina no cimo do Mur de Huy após a terceira ascensão.

Milão - Torino

Realiza-se em Outubro
É a Clássica mais antiga do Mundo pois teve a sua primeira edição em 1876.  Com partida em Milão, grande parte da prova é plana, até chegar a Turim onde se encontra a subida Superga onde está colocada a chegada.


Monumentos

 Há clássicas de 1 dia, de 5 dias e os chamados "monumentos" que é a designação dada ás 5 provas clássicas mais conceituadas:

1. Milão-Sanremo


Disputa-se no 3º fim de semana de Março
Conhecida como a Clássica da Primavera ou La Classicissima é a prova de um dia mais longa de todas, com 298 km. Disputa-se desde 1907 e liga as cidades de Milão e Sanremo. É conhecida como a clássica dos sprinters ao contrário da sua irmã italiana (Giro da Lombardia) que é conhecida como a Clássica das folhas mortas ou clássica dos trepadores.

2. Volta à Flandres


Disputa-se no 1º domingo de Abril
É o mais jovem dos "monumentos", com pouco mais de 250 kms de percurso. Caracteriza-se por subidas curtas e empinadas sobre empedrado na região de Flandres na Bélgica.

 Paris-Roubaix


Realiza-se no 2º domingo de Abril
Também conhecido pelo "Inferno do Norte" ou a "Clássica das clássicas" é o unico monumento francês. Caracteriza-se pelos seus 15 sectores de pavé que perfazem 50 km do percurso total da prova.
O Paris-Roubaix é considerada o Top das clássicas e todos os ciclistas sonham vencê-lo pelo menos uma vez na vida.
O prémio final é o famoso paralelepípedo.

Liege-Bastogne-Liege 

Realiza-se no 4º domingo de Abril.
Chamada a "Decana" por ser o monumento mais antigo, tem cerca de 260 Km e percorre as Ardenas com várias encostas empinadas ao longo do percurso.

Giro à Lombardia.

Realiza-se no 1º domingo de Outubro
Chamada a Clássica das folhas mortas por se realizar no Outono, a prova italiana tem cerca de 250 km de extensão. É o mais montanhoso de todos os monumentos com algumas subidas com alta % de inclinação.

Mundiais de estrada

A prova de 1 dia que todos querem vencer são os Campeonatos Mundiais de estrada. 


Realizam-se todos os anos em finais de Setembro em países diferentes.
Os ciclistas entram nas provas em representação das selecções dos seus países.
Desde a edição de 2012 os mundiais estão divididos em três categorias e constam de oito corridas:

Especialidade em linha ou estrada; Sub 23 masculino
                                                             Elite masculino
                                                             Elite feminino

Contra-relógio individual:  Sub 23 masculino
                                               Elite masculino
                                               Elite feminino

Contra-relógio colectivo: Elite masculino
                                           Elite feminino



Os vencedores individuais de cada prova vão utilizar no ano seguinte a camisola arco iris referente a ser campeão do mundo.


Alfredo Binda, Eddie Mercx,  Rick Van Stenbergen, Óscar Freire e Peter Sagan são os recordistas com 3 vitórias em campeonatos do mundo.
Rui Costa vestiu esta camisola em 2014
Na prova de contra-relógio o recordista é Fabian Cancellara com 4 triunfos.


2. As etapas são todas iguais? Que tipo de etapas é que há?

Há dois tipos de partidas de etapa: as partidas em massa e as partidas de contra-relógio.

Nas partidas normais ou em massa, os ciclistas assinam o livro de ponto e normalmente dá-se primeiro uma partida simbólica. Os ciclistas partem devagarinho atrás do carro do director de corrida em jeito de desfile e alguns km mais à frente faz-se uma neutralização e dá-se a partida real. Chama-se km zero a esse ponto e só a partir dai é que o tempo começa a contar.

Nas partidas de contra-relógio, os ciclistas partem um a um de uma rampa de lançamento e o tempo começa logo ai a contar. Habitualmente partem com uma diferença de 2 minutos entre eles.



A. Etapas em linha com final ao sprint

São etapas pouco acidentadas, normalmente com distâncias longas de mais de 200 km.
São etapas propicias para chegadas ao sprint.



Preparação do sprint:

Quando se está a menos de 30 kms da meta, as equipes dos sprinters vem para a frente do pelotão e impõem um ritmo muito forte para tentar anular ou evitar as fugas. Nos últimos kms da etapa, cada equipe forma o seu comboio em fila indiana, composto por vários ciclistas (excepto os lideres) em que o sprinter principal é o ultimo elemento. Até ao km final, impõem uma velocidade estonteante  em que gradualmente os ciclistas da frente depois de puxarem durante alguns metros vão abandonando o comboio até ficar só o lançador do sprinter que o leva até 300 metros da meta. Ao chegar ai os lançadores encostam para o lado para se dar o sprint final só entre os melhores sprinters de cada equipe.




B. Etapas em linha de média montanha

São etapas onde normalmente há fugas. Os ciclistas aproveitam as pequenas colinas para se isolarem e depois tentam ir isolados até à meta.




C. Etapas em linha de alta montanha

São as etapas rainhas das grandes voltas. É onde tudo se decide. Normalmente no inicio da subida final, a equipe do líder toma a cabeça do pelotão, forma o seu comboio e impõem um ritmo forte ao longo da subida de maneira a que por um lado, seja difícil saltar do pelotão e ao mesmo tempo que os ciclistas com menos aptidões para a montanha comecem a ficar para trás. À medida que a subida endurece, o pelotão vai perdendo elementos, o grupo da frente fica cada vez mais curto, restrito aos poucos ciclistas que vão lutar pela classificação geral da prova. O kilómetro final é sempre emocionante pois devido ao desgaste acumulado durante a escalada, em pouco tempo dá para se ganhar muito tempo aos adversários e ganhar ai uma Grande Volta.
É comum numa etapa deste género, haver ciclista a perderem mais de 30 minutos para os primeiros.



D- Contra-relógio individual

É uma corrida contra o cronómetro com o objectivo de se completar o percurso no menor tempo possível. Os corredores partem pela ordem inversa à classificação geral separados normalmente por 2 minutos.
De maneira a rentabilizar ao máximo cada pedalada, os ciclistas utilizam bicicletes e fatos mais aerodinâmicos para oferecer o mínimo de resistência ao ar.
Se o percurso tiver menos de 8 km chama-se Prólogo.
Se o percurso for em montanha chama-se cronoescalada.



E - Contra-relógios por equipes

Passa-se o mesmo que o contra-relógio individual só que neste caso a equipe parte toda junta  e os ciclistas vão-se revezando a puxar na frente do comboio durante todo o percurso. Se um ou mais ciclistas ficarem para trás não há problema pois o tempo total da equipe será obtido depois do 5º ciclista cortar a chegada. Os ciclistas que se atrasarem contabilizarão o seu tempo.