sexta-feira, 29 de junho de 2018


 Junho: Destaques do mês

Junho, foi o mês das provas de preparação para o Tour, com destaque para o Critérium Dauphiné e a Volta à Suiça. Tanto Gerain Thomas como Richie Porte poderiam ser a minha escolha para ciclista do mês, mas optei pelo Australiano, pois numa altura muito complicada para a equipe americana, venceu categoricamente, demonstrando estar já em excelente forma para o Tour que se avizinha.


Ciclista do mês



Richie Porte, 33 anos (BMC)

Depois, de dois anos como gregário de luxo de Chris Froome na Sky, Richie Porte, deixou a equipe em 2015, para relançar a sua carreira e foi sempre visto visto como um dos ciclistas capazes de vencer Grandes Voltas. No seu primeiro ano na BMC, consegue fazer 5º no Tour demonstrando que a aposta da equipe americana estava certa. No ano passado, era, após um excelente Dauphiné, (onde o "amigo" Froome o traiu, sorrindo a oferecendo a Jakob Fuglsang) o maior candidato a acabar com a hegemonia do britânico em França, mas uma grave queda na 9ª etapa quando estava a discutir a Geral, acabou prematuramente com uma prova onde estava finalmente a provar o seu valor.
Na ultima edição da Volta à Suiça, O ciclista australiano, demonstrou que já está numa forma tremenda, e que Froome e companhia que se cuide, pois à que contar com ele para a edição deste ano da Grande Boucle. Venceu de forma categórica, atacando quando o devia fazer e defendendo-se com muita categoria do ataque de Nairo Quintana na etapa rainha (uma etapa ao jeito do colombiano) para terminar a prova com uma boa margem sobre toda a concorrência.
Para o bem do Tour e de todos os aficionados, era óptimo que Richie Porte pudesse estar no seu melhor e pelo que demonstrou, parece que podemos contar com ele.


Sprinter do mês



Pascal Ackermann, 24 anos (Bora- Hansgroe)

Num mês em que nenhum sprinter se evidenciou sobre os demais, Pascal Ackermann, acabou por ser aquele que pelo menos surpreendeu, terminando em 3º a primeira etapa em linha do Dauphiné e vencendo a segunda sem contestação. O jovem de 24 anos da equipe alemã, tem sido dos sprinters que mais tem evoluído, vencendo já este ano duas etapas em provas do WorldTour, tantas como Kittel ou Kristoff por exemplo. Inserido numa formação onde Peter Sagan é o expoente máximo, Ackermann, tal como Sam Bennett, tem aproveitado a mais valia de ter um "professor particular de Luxo" para se afirmarem por mérito próprio no panorama velocipédico mundial. Veremos quais serão os próximos compromissos do jovem alemão, mas uma coisa é certa, a Bora, no que respeita a sprinters tem o9 futuro assegurado. 


Revelação do mês


Tao Geoghegan Hart, 23 anos (Team Sky)

O jovem do nome difícil da equipe britânica, demonstrou mais uma vez que é uma das maiores promessas do ciclismo mundial. Neste seu segundo ano com profissional Geoghegan Hart, apareceu na Califórnia onde já tinha sido 8º o ano passado, numa forma incrivel, terminando em 5º numa prova em que foi o braço direito do vencedor final Egan Bernal. Mas, foi no Dauphiné que o mundo se rendeu à sua categoria, no apoio ao seu líder Geraint Thomas, foi impressionante, levando o britânico montanhas acima, mesmo quando as forças já pareciam não existir. Mesmo assim, ainda terminou a prova às portas do Top 10 (13º), demonstrando que estamos na presença de um super atleta que mais cedo ou mais tarde, rstará a discutir as Grandes Voltas.



Rui Costa fora do Tour

Ao contrário do previsto, Rui Costa (UAE Emirates ) não estará no início do Tour de França 2018. O ciclista português anunciou através do seu perfil no Facebook, ser forçado a desistir da Grande Boucle devido à lesão no joelho que já não lhe permitiu participar na Volta à Suíça.

Um grave contratempo para o campeão mundial de 2013, que havia focado a segunda parte da temporada na corrida francesa, depois de uma campanha nas Ardenas não muito emocionante. Agora, o seu calendário terá que ser revisto, concentrando-se talvez na Vuelta e nos Mundiais de Innsbruck.

O ciclista da Póvoa de Varzim postou a sua decisão no Facebook, justificando a ausência:

" A vontade e o desejo de estar na França foram de tal ordem que o esforço do treinamento agravou novamente a lesão. Conversando com a equipe médica, determinamos que o joelho não é capaz de enfrentar um teste tão exigente. Infelizmente sou forçado a desistir do Tour, a saúde continua em primeiro lugar. Agora vou trabalhar para recuperar. Meu retorno na estrada, se tudo correr bem, está marcado para o Tour da Wallonie "


quinta-feira, 28 de junho de 2018



Faltam 8 dias!

Alejandre Valverde; Chego ao Tour como desejava

Quem me conhece sabe que o meu grande ídolo é desde há muitos anos, Alejandro Valverde. Para mim, é o ciclista mais completo desde Eddy Merkcx e sempre que participa em alguma prova tem o meu apoio incondicional.

Quando está prestes a iniciar o seu décimo primeiro Tour , um ano após uma grave queda no prólogo da prova francesa que quase lhe pôs fim à carreira, "Bala Verde" deu uma grande entrevista ao jornal "Marca" que transcrevo aqui na integra.

1) A ÉPOCA 

"O saldo até agora é óptimo, não apenas pelos resultados, mas também, sobretudo, pelo que passei após aquela queda séria no ano passado. Em Mallorca já comecei com boas sensações e então as vitórias começaram a aparecer. Já são 11, venci as quatro voltas por etapas que entrei... portanto, a temporada até agora está a ser perfeita. "

2) PREPARAÇÃO PARA O TOUR 

"Após a Liège-Bastogne-Liège, eu precisava de um descanso físico e mental e fiquei sete dias sem tocar na bicicleta, depois, comecei a treinar suavemente em casa e no dia 17 de Maio parti para  Sierra Nevada. Para mim a altitude não é um grande benefício, é principalmente uma mudança de ares, ficar relaxado e treinar duro. Eu tenho portos de montanha perto de casa, mas os de longa distância ficam longe, por isso em Sierra Nevada aproveitei para acumular muita altitude com portos  de 45-50 minutos.  Estive lá até 3 de Junho só que nos últimos dias apanhei uma constipação e então, optamos por correr a Occitania  ao invés da Volta à Suíça.
Eu vou chegar ao Tour de forma semelhante a outros anos, talvez com um pouco menos de competição, o que me deixa mais fresco, pois especialmente  depois das Ardenas eu competi pouco. Foi bom para mim, porque o final do ano vai ser muito carregado, com a Vuelta a Espanha e os Mundiais que é um dos meus grandes objectivos.

3) OBJETIVOS 

"Chego ao Tour como queria. Depois de ver as sensações que tive no Tour de Occitanie onde competi com Dani Navarro e Elissonde que estão em grande forma na montanha e eu estive com eles sem problemas, o que me faz pensar que estou muito bem. A queda do ano passado não tem que vir à minha cabeça no início do Tour, será especial voltar ao Tour novamente, mas não por causa da queda.  Estou focado no que temos que fazer e quero fazer bem. Vou com o papel de trabalhar para o Nairo e o Mikel, mas se a corrida o proporcionar e tiver chances de estar à frente eu tenho que encarar essa responsabilidade e cumprir. dando o meu melhor.  Eu acredito que com a condição física que estou neste momento, posso estar à frente ”.

4) RIVAIS 

"Claro que o favorito número 1 é Froome. Vem de ganhar o Giro e claro que está mais desgastado, mas ele tem potencial e experiência suficientes para conseguir dois grandes sucessos seguidos, como já o fez no ano passado. Ciclistas como Roglic, Porte, Dumoulin, Nibali, Bardet, Urán ... com certeza que estarão na frente e também temos que tê-los em conta. Acho que a corrida deste ano será mais aberta, porque Froome não esteve no Giro tão superior como em outras ocasiões. Viram-se-lhe debilidades e só decidiu a corrida nos últimos dias.

5) EQUIPE E CONFLUÊNCIA DE LÍDERES 

"Não haverá problemas na equipe, o entendimento será perfeito. Este Tour, pelo seu percurso, é propício para ter três trunfos. Há etapas curtas, emboscadas ... atacando com um na frente pode fazer danos aos rivais e criar incerteza, temos que jogar com esses factores. Não sei se vamos ganhar, mas de certeza que vamos dar espectáculo.

A equipe é tudo, tu podes estar muito bem, mas se não tens um bom apoio é muito difícil conseguir algo, não só no Tour, mas em qualquer corrida. Creio que vamos todos começar muito concentrados e nas melhores condições possíveis ".

6) ANÁLISE DA EQUIPE

 " Nairo já todos conhecemos. É um corredor para ganhar o Tour. Não há necessidade de ficar obcecado, mas tem pernas. Landa tem estado sempre na sombra de outro líder, mas tem demonstrado que têm qualidade para ganhar uma Grande Volta. Erviti para mim é importantissimo. Um grande companheiro com quem compartilho o quarto. É todo sabedoria, não só na corrida, mas também fora dela. Dá-me grande paz de espírito, porque estuda muito bem as etapas e a seu lado parto sempre mais confiante. Rojas, é um corredor muito versátil. Pode te ajudar nas etapas de vento, é importante  para te recolocar no pelotão, em pavé ou na média montanha, e aguenta mesmo quando só sobram 30 ciclistas na alta montanha. Amador e Soler são corredores que temos de economizar mais, porque, além do pavé, nos dias de média montanha e montanha podem nos ajudar quando a seleção for feita e já estivermos poucos na frente. Bennati é 100% fiável. Tê-lo ao teu lado te dá muita tranquilidade. Nos primeiros nove dias com vento, chato, pavé ... nos dará muita serenidade ".

7) PERCURSO

"Gosto do percurso. Para a equipe  que temos, acho que é perfeito. Não tem muito contra-relógio e o que tem é muito duro. Para o contra-relógio por equipes temos um bom bloco para não perder muito tempo. Até a etapa de pavé será um teste de sobrevivência. Temos que tentar estar na frente, ter sorte de não cair ... e assim que a montanha chegar, estarmos lá. Há portos míticos, etapas inéditas e, acima de tudo, a etapa de 65 km, onde quem tiver um dia mau pode perder tudo O contra-relógio final é muito exigente, não é só para os especialistas, os trepadores que cheguem lá em boas condições podem fazê-lo bem.
Tenho visto algumas etapas, especialmente o pavé, que era importante reconhecer. Também vi o contra-relógio e as etapas que coincidiram no Occitanie, mas eu não sou um corredor que goste particularmente de estudar as etapas, é importante, mas também é importante estar calmo, treinando e descansando bem ".



Jaime Roson suspenso por anomalias no passaporte biológico.

Quem o comprovou foi a própria  Movistar, que anunciou ter recebido ontem uma comunicação da UCI sobre a suspensão temporária do corredor por anomalias que remontam a Janeiro de 2017. A equipe espanhola, salienta portanto que os fatos aconteceram "quase um ano antes da sua chegada à nossa equipe". Na época, o ciclista de 25 anos corria na Caja Rural - RGA, com a qual  havia chegado a profissional em 2016.

A Movistar também afirma que "desde a sua chegada em 2018 o comportamento, a tendência e os valores do passaporte biológico estão corretissimos". No entanto, a formação de Eusebio Unzué, mostra-se disponível para colaborar com a UCI,  suspendendo temporariamente o corredor, que já se afirmou completamente inocente.
Reiterando o seu papel de "defensora da credibilidade do ciclismo e de um desporto limpo", a equipa espanhola está completamente preparada para o que resultar da investigação do caso e da decisão que será tomada de acordo com os regulamentos actuais da UCI.

Froome assegura que estará na partida do Tour

Chris Froome estará na Grand Départ do Tour de França, no sábado 7 de Julho, em Noirmoutier-en-l'Île. Pelo menos, é essa a intenção do vencedor das últimas quatro edições da prova, apesar da incerteza que continua a pairar sobre a sua participação, graças ao resultado positivo num controlo na última Vuelta.

"Não fiz nada de mal. Tenho todo o direito a competir" afirmou Froome à SKY Sports.
No entanto, a equipe inglesa ainda não confirmou a sua equipe para a prova, onde se espera que tal como aconteceu no Giro, Froome seja o seu chefe de fila. Se a decisão do "caso Froome" não sair esta semana, o que é bastante provável, ele poderá estar à partida da prova pois a ASO, empresa organizadora do Tour, já afirmou que não impedirá a sua participação.


quarta-feira, 27 de junho de 2018


UCI aprova travões de disco antes do Tour

A partir do próximo dia 1 de Julho, uma boa parte dos ciclistas do pelotão já poderá usar travões de disco nas suas bicicletas. A UCI deu finalmente luz verde a esse tipo de mecanismos que algumas equipes já utilizaram nesta temporada( Bora, Trek e Quick-Step) e geraram debate, devido às vantagens que poderá ter, como melhor capacidade de travagem, e os inconvenientes que podem causar, como ficou demonstrado pelo grave corte na tíbia sofrido por Fran Ventoso no Paris-Roubaix em 2016, após sofrer uma queda e que obrigou a Associação de Ciclistas Profissionais a solicitar que não fossem utilizados no pelotão.

A decisão da UCI, que já havia permitido o uso dos travões de disco em testes, ocorre uma semana antes do início do Tour de França (7-29 de Julho), onde se espera que muitas equipes adiram e utilizem esses mecanismos nas suas bicicletas. A Trek-Segafredo, já anunciou que irá participar com travões de disco nas bicicletas de todos os seus ciclistas, enquanto a Quick-Step (Jungels já treina com eles - foto) e a Bora-Hansgrohe, com Peter Sagan, também poderão equipar esses mecanismos na prova gaulesa.

Van Aert perto da Bahrain Merida

Wout Van Aert, actual campeão do mundo de ciclocross e uma das grandes sensações das Clássicas da Primavera está a ser alvo de cobiça por parte de um grande número de equipas do WorldTour. O Jovem Belga de 23 anos, que ainda tem contrato com a equipe da Verandas Willems-Crelan por mais uma época está já em conversações com a Bahrain-Merida de forma oficial e a contratação pode estar para breve.

Foi o próprio manager da Bahrain, Brent Copelant quem o assegurou à Cyclingnews - " já fizemos uma oferta oficial ", mas ele também reconheceu que "ele têm um contrato até 2019, assim, será um pouco complicado do ponto de vista administrativo, considerando a sua temporada de ciclocross. Não sei se isso acontecerá no próximo ano ou não, mas estamos trabalhando para trazê-lo a bordo. " Copelant, mostrou-se ainda "confiante pela forma como as coisas têm acontecido até agora, mas é apenas o meu sentimento".

Mercado de transferências: Indefinição de futuro da BMC pode levar a razia no plantel

Depois de Greg Van Avaermat ter anunciado que decidirá o seu futuro até ao inicio do Tour e de ser cada vez mais consistente a saída de Rohan Dennis para a Bahrain-Merida, agora é Richie Porte quem pode deixar a equipe de Jim Ochowicz, pois o tempo passa e é cada vez mais provável o fim da actual equipe caso novos patrocinadores não apareçam.

Richie Porte, é um dos ciclistas mais desejados do mercado e segundo parece, está já em negociações avançadas com a Trek Segafredo que procura um líder para colmatar a grande lacuna actual, pois tanto o holandês Bauke Mollema como o italiano Gianluca Brambilla não conseguiram suprimir a saída de Alberto Contador.
A confirmação das negociações, veio da boca do gerente geral do treinamento dos EUA, Luca Guercilena: "Estamos tentando entender se há possibilidades de fazer algo de bom juntos, mas por enquanto não há nada definitivo. Nós gostaríamos de tê-lo em nossa equipe no futuro ".




Fabio Aru já decidiu e abdica do Tour em favor da Vuelta e dos Mundiais

Apesar de muita especulação, afinal Fabio Aru não vai estar presente na edição deste ano do Tour. De acordo com a equipe, o ciclista da UAE Team Emirates, retoma o programa inicialmente planeado, acrescentando apenas algumas corridas para reforçar a forma e restabelecer um relacionamento com os fãs que se tornou problemático após a derrocada no Giro de Itália. A ausência no Campeonato Italiano e no Tour de Franca, permite-lhe assim concentrar-se num intenso final de temporada sendo a Vuelta a Espanha e os Mundiais de Innsbruck os seus grandes objectivos.

segunda-feira, 25 de junho de 2018



Tour, Giro, Vuelta: Quem são os ciclistas que já conseguiram vencer mais que uma vez as três Grandes Voltas?

Numa altura em que o Tour já está a fervilhar nas nossas cabeças, convém fazer uma retrospectiva dos principais vencedores da prova Francesa. Estes, são os ciclistas que até hoje, conseguiram mais que uma vitória nas 3 Grandes Voltas (Giro, Tour e Vuelta)

Chris Froome, está a uma vitória de igualar os recordistas de vitórias no Tour (Eddy Merckx, Bernard Hinault, Jacques Anquetil e Miguel Indurain) e Vincenzo Nibali, é dos ciclistas ainda em actividade, o único que já conseguiu saborear a vitória nas 3 principais provas do ciclismo mundial. Nairo Quintana, também está na lista, pois já venceu o Giro em 2014 e a Vuelta em 2016.

PS: Lance Armstrong, foi o ciclista com mais vitórias na Volta Francesa (7), mas mais tarde viria as suas vitórias a ser anuladas devido ao doping.
NombreTotalTourGiroVuelta
Bandera de Bélgica Eddy Merckx115 (1969, 1970, 1971, 1972, 1974)5 (1968, 1970, 1972, 1973, 1974)1 (1973)
Bandera de Francia Bernard Hinault105 (1978, 1979, 1981, 1982, 1985)3 (1980, 1982, 1985)2 (1978, 1983)
Bandera de Francia Jacques Anquetil85 (1957, 1961, 1962, 1963, 1964)2 (1960, 1964)1 (1963)
Bandera de España Miguel Indurain75 (1991, 1992, 1993, 1994, 1995)2 (1992, 1993)0
Bandera de Italia Fausto Coppi72 (1949, 1952)5 (1940, 1947, 1949, 1952, 1953)0
Bandera de España Alberto Contador72 (2007, 2009)2 (2008, 2015)3 (2008, 2012, 2014)
Bandera de Italia Gino Bartali52 (1938, 1948)3 (1936, 1937, 1946)0
Bandera de Italia Felice Gimondi51 (1965)3 (1967, 1969, 1976)1 (1968)
Bandera de Italia Alfredo Binda505 (1923, 1925, 1927, 1928, 1929)0
Bandera de Reino Unido Chris Froome54 (2013, 2015, 2016, 2017)01 (2017)
Bandera de Italia Vincenzo Nibali41 (2014)2 (2013, 2016)1 (2010)
Bandera de Suiza Tony Rominger401 (1995)3 (1992, 1993, 1994)
Bandera de España Roberto Heras4004 (2000, 2003, 2004, 2005)
Bandera de Bélgica Philippe Thijs33 (1913, 1914, 1920)00
Bandera de Francia Louison Bobet33 (1953, 1954, 1955)00
Bandera de Estados Unidos Greg LeMond33 (1986, 1989, 1990)00
Bandera de Francia Laurent Fignon32 (1983, 1984)1 (1989)0
Bandera de Luxemburgo Charly Gaul31 (1958)2 (1956, 1959)0
Bandera de España Pedro Delgado31 (1988)02 (1985, 1989)
Bandera de Italia Carlo Galetti3(*)03 (1910, 1911, 1912(*))0
Bandera de Italia Giovanni Brunero303 (1921, 1922, 1926)0
Bandera de Italia Fiorenzo Magni303 (1948, 1951, 1955)0
Bandera de FranciaBandera de Argentina Lucien Petit-Breton22 (1907, 1908)00
Bandera de Bélgica Firmin Lambot22 (1919, 1922)00
Bandera de Italia Ottavio Bottecchia22 (1924, 1925)00
Bandera de Luxemburgo Nicolas Frantz22 (1927, 1928)00
Bandera de Francia André Leducq22 (1930, 1932)00
Bandera de Francia Antonin Magne22 (1931, 1934)00
Bandera de Bélgica Sylvère Maes22 (1936, 1939)00
Bandera de Francia Bernard Thévenet22 (1975, 1977)00
Bandera de Suiza Hugo Koblet21 (1951)1 (1950)0
Bandera de Irlanda Stephen Roche21 (1987)1 (1987)0
Bandera de Italia Marco Pantani21 (1998)1 (1998)0
Bandera de Países Bajos Jan Janssen21 (1968)01 (1967)
Bandera de Francia Roger Pingeon21 (1967)01 (1969)
Bandera de España Luis Ocaña21 (1973)01 (1970)
Bandera de Países Bajos Joop Zoetemelk21 (1980)01 (1979)
Bandera de Alemania Jan Ullrich21 (1997)01 (1999)
Bandera de Italia Giovanni Valetti202 (1938, 1939)0
Bandera de Italia Franco Balmamion202 (1962, 1963)0
Bandera de Italia Giuseppe Saronni202 (1979, 1983)0
Bandera de Italia Ivan Gotti202 (1997, 1999)0
Bandera de Italia Gilberto Simoni202 (2001, 2003)0
Bandera de Italia Paolo Savoldelli202 (2002, 2005)0
Bandera de Italia Ivan Basso202 (2006, 2010)0
Bandera de Italia Giovanni Battaglin201 (1981)1 (1981)
Bandera de Rusia Denis Menchov201 (2009)1 (2007)
Bandera de Colombia Nairo Quintana201 (2014)1 (2016)
Bandera de Bélgica Gustaaf Deloor2002 (1935, 1936)
Bandera de España Julián Berrendero2002 (1941, 1942)
Bandera de España José Manuel Fuente2002 (1972, 1974)
Bandera de Suiza Alex Zülle2002 (1996, 1997)