quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018



Israel envia convite oficial ao Papa Francisco para Sua Santidade abençoar o inicio do Giro em Jerusalém 

O Giro de Itália deste ano é rico em simbolismo. Começando em Jerusalém e terminando em Roma, a Grande Volta Italiana espera unir as duas cidades mais sagradas da cristandade, homenageando também o 70º aniversário de Israel como país.
Então, quem  melhor do que o Papa para abençoar a prova? Os apoiantes do "Big Start" em Israel estão à espera de ouvir os funcionários do Vaticano se o Papa Francisco aceitará um convite oficial para participar e abençoar o Giro quando começar a 4 de maio em Jerusalém. "Esperamos que ele venha", disse Sylvan Adams, a força motriz por trás dos esforços para levar o Giro a Israel. "Estamos trabalhando com funcionários do Vaticano e esperando a resposta oficial". Adams entregou pessoalmente um convite oficial do primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu ao papa Francisco durante uma visita papal em Outubro, pedindo ao chefe da Igreja Católica que honrasse a prova com uma bênção pública em Jerusalém. Adams disse à VeloNews em uma entrevista por telefone que o convite foi ideia de Netanyahu. Como parte dos esforços para criar apoio institucional, o início do Giro começou, Adams teve um encontro presencial com Netanyahu para informar o primeiro-ministro sobre o projecto. Durante essa reunião, também mencionou de passagem que ele deveria se encontrar com o Papa Francisco. "Eu disse [Netanyahu] que eu iria encontrar o Papa, e ele escreveu um belo convite para Sua Santidade", disse Adams. "O Papa me disse para agradecer os convites e [o Vaticano] está considerando".
Fevereiro: Destaques do mês

Terminado o mês de Fevereiro, cumpre-nos fazer um pequeno balanço com os principais destaques deste mês.
O grande protagonista foi sem duvida um jovem de 37 anos que teima em surpreender tudo e todos, mas Mikal Kwiatowsky que esteve em grande na Volta ao Algarve e Tim Wellens também mereceram lugar de destaque.
Quanto aos sprinters, houve algumas surpresas agradáveis, mas 2 ciclistas estiveram numa forma impressionante, Elia Vivianai e Dylan Groenwegen.
A grande revelação do mês é um jovem Colombiano de 21 anos. mas, Phil Bauhaus em grande na discussão dos sprints e já com uma vitória, Sam Oomen e Rúben Guerreiro com grandes exibições na "Algarvia" também mereceram lugar de relevo.

Ciclista do mês


Alejandro Valverde ( 37 anos - Movistar)

O ciclista de Murcia que apenas largou as canadianas há 4 meses em resultado da grave queda no Tour do ano passado que quase lhe finalizou a carreira, retornou às corridas numa forma impressionante. Logo na primeira prova no Challenger de Mallorca, Valverde deixou o aviso sendo o grande protagonista da prova e terminando em segundo lugar. Ai Bala afirmou; " Estou tão bem ou melhor que o ano passado" e se melhor o disse, melhor o fez. Uma semana depois, vence a sua primeira prova da época ainda em Maiorca. Entra na "Valenciana" e vence etapas e a Classificação Geral e chega a Abu Dhabi como um dos favoritos à partida. Na prova do deserto, bonifica em alguns sprints intermédios, defende-se muito bem no contra-relógio e chega ao ultimo dia a 29 segundos do líder. Na subida final, numa demonstração de classe é o primeiro a mexer na corrida, arrumando logo com o camisola vermelha Rohan Dennis e mais tarde isola-se na companhia de Miguel Angel Lopez, unanimemente considerado um dos melhores trepadores da actualidade, mas que na ponta final não teve pernas para a velocidade do jovem de 37 anos,
Simplesmente impressionante!

Sprinter do mês


Elia Viviani (29 anos- Quick-Step)

Chegou à equipe belga com a difícil tarefa de substituir Marcel Kittel, o ciclista mais vitorioso de 2017. Mas, o ciclista Italiano não demonstrou a pressão e logo na primeira prova na Austrália, vence a sua primeira etapa com as cores da Quick-Step. Faz segundo na Cadel Evans Road e esmaga toda a gente no Dubai com 2 vitórias de etapa e a Classificação Geral. Chega a Abu Dahbi com marcação serrada de todos os seus opositores, mas mesmo assim vence mais uma etapa e a classificação por pontos. Quatro vitórias de etapa e uma à geral em apenas um mês de competição, prometem a melhor época de sempre do sprinter italiano.

Revelação do mês


Egan Arley Bernal (21 anos - Team Sky)

Considerado por muitos como a miaor promessa do ciclismo mundial, Egan Bernal chegou este ano à Sky conseguindo assim o seu primeiro contrato profissional.
O ciclista Colombiano começou a sua época no Tour Down Under onde foi uma das figuras da prova, terminando em 6º lugar e vencendo a classificação da juventude. Regressou ao seu país para vencer o Campeonato Nacional antes de participar na Colômbia Ouro e Paz, prova que espera chegar ao WorldTour e onde estiveram presentes todos os grandes ciclistas colombianos da actualidade. Bernal, esteve em destaque, primeiro em apoio ao seu líder Sérgio Henao e depois, quando percebeu que este não tinha andamento para a vitória, assumiu ele esse papel e venceu a prova categoricamente à frente de Quintana e Uran.




André Cardoso: Doping. A contra-análise deu um resultado "inconclusivo". E agora, o que fazer?

A suspensão de André Cardoso decretada pela UCI a 18 de Junho do ano passado continua, condicionando a vida e o futuro ao ciclista de Gondomar. Embora sem abordar a questão até o caso estar resolvido, o corredor de 33 anos, que sempre afirmou estar inocente quanto ao alegado positivo com EPO, como consta da página oficial da UCI.

A situação, porém, arrasta-se há meses, e segundo A BOLA apurou de fonte fidedigna, o resultado da amostra B foi considerado anormal, por não confirmar de forma segura a presença de eritropoietina (EPO), contrariando assim a versão de que a amostra B fora negativa - acabou, simplesmente, por ser inconclusiva. André Cardoso e o advogado entendem que face ao resultado da amostra B, o corredor deveria ser despenalizado e ressarcido pelo tempo que tem estado suspenso e sem exercer a profissão.

Não é esse, porém, o parecer da Fundação Antidopagem para o Ciclismo (CADF), que alega existirem motivos para a sua suspensão, tendo o caso transitado para o Serviço Legal de Antidopagem (Antidoping Legal Service - LADS), órgão independente da UCI, composto por peritos e especialistas legais que intervêm nos casos de violação das regras antidopagem. O nosso jornal sabe que o corredor, através do seu representante, solicitou que lhe fosse levantada a suspensão, o que não teve parecer favorável do CADF e da LADS, mantendo o corredor na lista dos suspensos preventivamente.

Nestas situações a LADS apresenta uma proposta denominada ‘Aceitação de Consequência - artigo 8.4 do ADR’, na qual propõe aos atletas alternativas que vão desde a ilibação total à suspensão e multa. Não havendo acordo, o caso avança para o Tribunal Antidopagem da UCI, composto por cinco juízes de nacionalidades diferentes: Helle Qvortrup Bachmann, da Dinamarca, Ulrich Haas, da Alemanha, Emily Wisnosky, dos EUA, Andreas Zagklis, da Grécia, e o francês Julien Zylberstein. Face ao descrito, o caso de Cardoso seguirá mesmo para tribunal, sendo a decisão resultante passível de recurso por ambas as partes para o Tribunal Arbitral de Desporto (TAS).

                       


Campeonatos Nacionais de Estrada serão em Belmonte

Os campeonatos nacionais de ciclismo de estrada deste ano terão lugar em Belmonte, concelho de Castelo Branco. O anúncio foi feito pelo Presidente da Câmara de Belmonte na última reunião camarária, na qual foi aprovado o protocolo que abrange a realização das provas de elites e sub-23 nas vertentes de contra-relógio e de estrada. No que toca às datas, ainda podem sofrer alterações, mas apontam para os dias 22, 23 e 24 de Junho.
Esta organização resultará de um investimento de cerca de 40 mil euros por parte da câmara municipal

Recorde-se que Rúben Guerreiro da Trek é o actual campeão nacional de elites e Nelson Oliveira da Movistar, o de Contra-relógio.

terça-feira, 27 de fevereiro de 2018


Acabou a pré época, venha dai o ciclismo a sério

Com a chegada do mês de Março, chegam as primeiras grandes provas europeias.  O mês começa com a primeira grande clássica italiana da época, a Strade Bianche com as suas secções em terra branca. Logo no dia seguinte começa a primeira prova por etapas europeia pertencente ao WorldTour. O Paris-Nice é uma das provas com mais tradição da Europa e que muitos ciclistas a encaram como  a primeira preparação para o Giro de Itália. Mal termina a prova francesa começa logo de seguida o Tirreno Adriático, esta sim, pode ser considerada o prólogo do Giro e de certeza que estarão presentes todos aqueles que tem aspiração à vitória da camisola rosa no principio de Maio.
Dia 17, é o dia do primeiro monumento do ano, o Milão-Sanremo, este ano com o aditivo extra de ver se Philippe Gilbert consegue obter a vitória com vista a alcançar o seu objectivo de vencer os 5 monumentos e entrar para a história.
No dia 19 começa a Volta à Catalunha, a segunda prova mais importante realizada em solo espanhol e onde os grandes trepadores estão sempre presentes. Veremos se alguém consegue destronar a hegemonia dos ciclistas espanhóis dos últimos anos.
Na parte final do mês regressam as grandes clássicas na Bélgica. Começam com o Harelbeke, uma das 10 clássicas a não perder, seguindo-se a Gent-Wevelgen  na Flandres, terminando o mês com a Dwars door Vlaanderen.
Sem duvida um mês recheado de grandes provas que nos farão passar muitas horas em frente à televisão

MARÇO
4 a 11 – Paris-Nice, França
7 a 13 – Tirreno-Adriatico, Itália
17  – Milan-San Remo, Itália
19 a 25 – Volta Ciclista a Catalunya, Espanha
23 – Record Bank E3 Harelbeke, Bélgica
25 – Ghent-Wevelgem in Flanders Fields, Bélgica
28 – Dwars door Vlaanderen, Bélgica

BMC: Greg Van Avermaet espera finalmente vencer a Strade Bianche

Greg Van Avermaet liderará a equipe do BMC Racing no Strade Bianche de sábado, na esperança de finalmente vencer a clássica italiana depois de terminar em segundo lugar atrás de Michel Kwiatkowski no ano passado e segundo atrás de Zdenek Stybar em 2015

Após a neve e as temperaturas negativas, são esperadas condições suaves e húmidas para o fim de semana, tornando ainda mais selectivas as longas secções de estradas de terra branca e as subidas íngremes.  "Strade Bianche é uma das minhas corridas favoritas do ano, e espero que o clima esteja bem porque eu não gosto nada de correr com frio, nem à chuva. Vamos ver como vai ser, mas estou me sentindo motivado novamente. No ano passado, fiquei em segundo lugar, e já cheguei ao pódio algumas vezes, então espero que este ano possa ganhar ". disse Van Avermaet.

Van Avermaet terá na sua equipe uma mistura de ciclistas e escaladores Clássicos. Espera-se que a corrida seja decidida na subida íngreme final no centro da histórica Siena, com o primeiro ciclista a chegar ao fim da subida a ser o vencedor na espectacular praça do campo, onde é realizada a corrida de cavalos Palio.
 "Strade Bianche é uma prova que Greg tradicionalmente gosta de fazer, e onde ele já ficou perto da vitória um par de vezes, então ele será o nosso líder", disse o Director desportivo da BMC, Valerio Piva. "Nós sabemos que ele está em boa forma e ele terá uma boa equipe ao seu redor. Espero muito de Alberto Bettiol, já que esta é quase uma corrida em casa para ele, juntamente com Damiano Caruso e Stefan Küng, temos ciclistas para estar lá no final com Greg. Claro, precisamos ter cuidado e prestar atenção durante toda a corrida, mas com a ajuda da equipe, acho que podemos fazer uma boa corrida. "Nós também temos gente forte como Francisco Ventoso, Michael Schär e Loïc Vliegen lá em apoio de Greg. Depende das tácticas da corrida, e a previsão do tempo não é tão boa no momento, mas veremos o que acontece e espero que possamos conseguir um bom resultado ".

Equipe da BMC Racing para Strade Bianche: 
Alberto Bettiol,
Damiano Caruso,
Stefan Küng,
Michael Schär,
Greg Van Avermaet,
Francisco Ventoso
Loïc Vliegen.


Volta ao Alentejo: Contra-relógio será novidade na "Alentejana"

A 36.ª edição da Volta ao Alentejo em bicicleta, que decorre de 14 a 17 de Março, terá um contra-relógio individual na quinta etapa, em Castelo de Vide, anunciou hoje a organização da prova.
O contra-relógio, de 8,4 quilómetros, está inserido num dia com jornada dupla, a 17 de Março, e agendado para a tarde, depois de o pelotão de 21 equipas cumprir 64,2 quilómetros, entre Monforte e Portalegre, durante a manhã. É um regresso do 'crono' à prova, hoje apresentada em Vendas Novas, depois de nove anos ausente do trajecto. Na apresentação, Joaquim Gomes, director da prova, ofereceu a camisola de vencedor da prova em 1988 à Comunidade Intermunicipal do Alentejo Central, representada por José Calixto

Ao todo, são 751,9 quilómetros que percorrem a região do Alentejo em seis etapas, divididas por cinco dias. O arranque está marcado para Vendas Novas, numa tirada com 173,5 quilómetros e uma contagem de montanha de quarta categoria que termina em Serpa, onde será conhecido o primeiro camisola amarela. O segundo dia apresenta a etapa mais longa, com 205,2 quilómetros entre Beja e Sines, antes de o terceiro dia ligar Grândola a Arraiolos, ao longo de 149,3 quilómetros. No sábado, segue-se a jornada dupla, com a curta distância da manhã marcada pela Serra de São Mamede e dois prémios de montanha de segunda categoria, que vão testar os candidatos à vitória final. De tarde, o ‘crono’ atravessa a subida ao alto da Senhora da Penha, na Serra de São Paulo, em Castelo de Vide, ao longo de 8,4 quilómetros, que podem decidir a ‘Alentejana’. No domingo, os ciclistas despedem-se do Alentejo com uma ligação entre Castelo de Vide e Évora, onde será celebrado, ao fim de 151,3 quilómetros, o vencedor da edição 2018 da prova.

Em 2017, o espanhol Carlos Barbero (Movistar) foi o vencedor, tornando-se no primeiro bicampeão da história da 'Alentejana', com 16 segundos de avanço para o italiano Rinaldo Nocentini (Sporting/Tavira), enquanto Edgar Pinto, então na LA Alumínios-Metalusa, foi o melhor português, na sétima posição.
O triunfo de Barbero, que já tinha sido campeão em 2014, fez cair uma das ‘tradições’ da prova, uma vez que era a única do calendário que nunca tinha tido um vencedor em mais do que uma ocasião.

Sem equipas do escalão WorldTour no elenco, a disputa será entre várias equipas do escalão Continental Profissional, como a Caja Rural – Seguros RGA ou a Burgos-BH, entre outras. Do Reino Unido chega a Team Wiggins, criada pelo antigo campeão olímpico e vencedor da Volta a França Bradley Wiggins, enquanto a russa Lokosphinx e a belga WB Aqua Protect Veranclassic aumentam o leque internacional do pelotão.
Treze das 21 equipas em prova são portuguesas, com destaque para o Sporting/Tavira, que quererá melhorar o segundo lugar de Rinaldo Nocentini em 2017, a W52-FC Porto, a Rádio Popular – Boavista, a Efapel ou a Liberty Seguros/Carglass, entre outras.

Calendário da Volta ao Alentejo:

1.ª etapa, 14 mar: Vendas Novas – Serpa (173,5 km).
2.ª etapa, 15 mar: Beja/Sines (205,2 km).
3.ª etapa, 16 mar: Grândola – Arraiolos (149,3 km).
4.ª etapa, 17 mar: Monforte – Portalegre (64,2 km).
5.ª etapa, 17 mar: Castelo de Vide (contra-relógio individual, 8,4 km).
6.ª etapa, 18 mar: Castelo de Vide – Évora (151,3 km).

Frio Glacial na Europa poêm em risco provas do próximo fim de semana

Com a Europa debaixo de uma vaga de frio Siberiano, as provas WorldTour do próximo fim de semana podem mesmo estar em risco.
A Strade Bianchi tem esse nome devido aos sectores de terra branca ao longo do percurso, mas com a neve que está a assolar a Itália esse nome nunca foi tão bem adequado ás prova italiana.

Nas fotos vemos Mikal Kwiatowsky que foi fazer o reconhecimento da Milão-Sanremo e chegou ao fim como se vê nas imagens.

Le Samyn: Debaixo de um frio glacial Niki Terpstra vence na dobradinha da Quick-Step

A Le Samyn é a prova que abre a temporada de ciclismo na Varónia (Bélgica). Perante um frio Glacial que indignou muito dos presentes, a semi-clássica de 200 quilómetros entre as cidades de Quaregnon e Dour foi ganha por Niki Terpstra que chegou isolado à meta. Foi o 12º triunfo da época para a Quick-Step que viu Phillipe Gilbert ser segundo à frente do francês Damien Gaudin, da Direct Energie que completou o pódio.

Num dia muito frio, com muitas partes da etapa com temperaturas negativas, o holandês completou a corrida em 4 horas, 46 minutos e 41 segundos, conquistando esta clássica de categoria 1.1 (pertence ao calendário da UCI Europa Tour)  pela segunda vez na sua carreira depois de a ter vencido em 2016.

Classificação Geral Final:

1Niki Terpstra (Ned) Quick – Step Floors4:47:48
2Philippe Gilbert (Bel) Quick – Step Floors0:00:04
3Damien Gaudin (Fra) Direct Energie0:00:46
4Adrien Petit (Fra) Direct Energie0:01:18
5Gediminas Bagdonas (Ltu) AG2R La Mondiale
6Alex Kirsch (Lux) WB Aqua Protect Veranclassic0:01:21
7Benoit Jarrier (Fra) Team Fortuneo – Samsic0:01:59
8Nico Denz (Ger) AG2R La Mondiale
9Frederik Backaert (Bel) Wanty – Groupe Gobert
10Alexandre Pichot (Fra) Direct Energie0:02:02


Phillipe Gilbert testou bicicleta para o Paris-Roubaix

Assumido como o seu grande objectivo da época, Phillipe Gilbert não se poupa a esforços para tentar vencer os dois monumentos que lhe escapam. Se o Milão-Sanremo é uma prova pouco técnica, em que a sorte e as occorrências da corrida é que determinam o vencedor final, tanto podendo ser um sprinter como Sagan como um roadster como Kwiatowsky, já o Paris-Roubaix é só a prova mais técnica do mundo.

Não sendo Gilbert um especialista na Clássica francesa onde aliás já não participa à mais de 10 anos, o ciclista belga juntamente com a sua equipe tudo estão a fazer para tentar minorizar as dificuldades do ciclista nos paralelepípedos de França.

Assim, a bicicleta que Gilbert vai utilizar no Paris-Roubaix deste ano,será um upgrade da que Stybar utilizou em 2017 e também terá um amortecedor entre o espigão do guiador e a ligação com o quadro de maneira a diminuir a trepidação durante os troços em paralelo do "inferno do Norte".
A grande inovação em relação à máquina que Stybar utilizou o ano passado é que Gilbert terá à sua disposição  um botão que lhe permite controlar esse amortecedor. Assim, o amortecedor poderá estar activo nos troços em paralelo e rigido no alcatrão, o que poderá ser determinante caso se venha a dar uma chegada em sprint.

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018


Astana: Vinokourov alerta para que se não houver apoio governamental a equipe pode desaparecer

A Astana Pro Team está em numa "situação crítica" e está em risco de desaparecer, conforme relatado por seu líder, o ex-ciclista Alexandre Vinokourov para os média cazaque Vesti.kz. Com a maioria de seus corredores a competirem este fim de semana em várias corridas, e com excelentes resultados como a vitória de Michael Valgren na clássica Omloop Het Nieuwsblad Vinokourov aproveitou a presença dos jornalistas para explicar a delicada situação vivida pela equipe liderada por Fuglsang e Miguel Angel "Superman" López.

"Nós vamos às corridas com nossas próprias economias, os corretores não receberam seus salários", disse Vinokourov, a este site. "A situação é crítica. Há 30 ciclistas sob contrato e temos obrigações para eles, e mais de 50 pessoas, se contamos todos os funcionários, incluindo treinadores, massagistas, médicos e mecânicos ".
O motivo dessas dívidas, de acordo com o ex-ciclista, é que a equipe ainda não recebeu este ano nenhum pagamento do patrocínio do governo do Cazaquistão, de modo que nenhum dos mesmos, nem funcionários nem corredores, tenha recebido qualquer salário em 2018.
Por esta razão, a continuidade da equipe de ciclismo Astana está em perigo: "Voos, hospedagem em corridas, logística: há custos muito urgentes, que não podem ser atrasados ​​e, se não puderem lidar com eles, levaria ao fechamento do projeto após 13 anos" explica Vinokourov.
Apesar destes problemas económicos, a equipe está com um início muito forte na temporada, com um muito combativo Luis León Sánchez (venceu o Tour de Múrcia), a vitória de Alexey Lutsenko no Tour de Omã, a vitória de Michael Valgren no clássico Omloop Het Nieuwsblad, ou as vitórias de etapas de Michelangelo "Superman" Lopez e Magnus Cort Nielsen em Omã

domingo, 25 de fevereiro de 2018


Kuurne-Brussel-Kuurne : Groenwegen bate Demare e consegue a sua quarta vitória da época

Dylan Groenewegen, continua em grande forma neste inicio de temporada. O ciclista da Lotto-Jumbo venceu a 2ª clássica de abertura do campeonato belga, a Kuurne-Brussel-Kuurne. Numa corrida muito emotiva como é apanágio neste tipo de clássicas, Julien Duval (AG2R La Mondiale), Julien Vermote (Dimension Data) e mais tarde Loic Vliegen (BMC Racing), isolaram-se nos últimos quilómetros, e mantiveram o suspense sobre o vencedor final adiado até à recta da meta. Mas o pelotão liderado pela Lotto Soudal e LottoNL -Jumbo conseguiu fechar o espaço preparando assim o sprint para os seus dois líderes, os grandes candidatos à vitória final. No sprint final, Groenwegen saiu fortíssimo, não dando chance a Arnaud Demare o único que ainda lhe deu luta. Sonny Colbrelli (Bahrein-Mérida) fechou o pódio.

Classificação Geral Final:

1Dylan Groenewegen (Ned) LottoNL-Jumbo
2Arnaud Demare (Fra) FDJ
3Sonny Colbrelli (Ita) Bahrain-Merida
4Pim Ligthart (Ned) Roompot-Nederlandse Loterij
5Justin Jules (Fra) WB Aqua Protect Veranclassic
6Jean-Pierre Drucker (Lux) BMC Racing Team
7Guillaume Boivin (Can) Israel Cycling Academy
8Lukasz Wisniowski (Pol) Team Sky
9Julien Vermote (Bel) Dimension Data
10Timothy Dupont (Bel) Wanty-Groupe Gobert


Tour de Abu Dhabi, Valverde: Começar assim dá motivação e encoraja-nos a continuar trabalhando

O espanhol Alejandro Valverde (Movistar), vencedor do Abu Dhabi Tour, ficou "muito feliz" com a sua primeira prova WorldTour da época. No final da etapa, o ciclista Murciano comentou que "começar assim dá motivação e encoraja-nos a continuar trabalhando". "Estou muito feliz! Antes de mais, quero agradecer à equipe pelo excelente trabalho que fizeram ao longo da corrida, protegendo-me para que eu chegasse hoje a esta subida nas melhores condições", e Valverde continuou, " Defendemo-nos bem no contra-relógio e isso permitiu-nos chegar aqui com todas as opções para esta subida final".

"Foi um dia em que estivemos que estar sempre atentos, com terrenos difíceis, muito vento e até chuva". Astana não hesitou desde o primeiro momento em apoiar López, e depois do que ele fez em Omã sabia que ele seria um rival muito forte. " A meio da subida tentei primeiro, mas depois ele aproveitou e ganhou alguma vantagem, naquela situação e com o grupo que seguia era tentar manter a distância e esperar a altura certa para saltar para o apanhar e depois fazer todo o possível para ganhar" disse Valverde.

"Este é o primeiro triunfo do ano para nós no WorldTour, o que o torna ainda mais importante e ainda para mais contra os melhores. Este mês é muito importante para toda a equipe em geral. Começar  assim o ano dá muita motivação e incentiva-nos a continuar a trabalhar ".

Finalmente, o ciclista da Movistar, falou dos seus próximos compromissos: "Em princípio, o mais provável é ir directamente para a Volta à Catalunha, embora possamos adicionar algumas provas como a Strade Bianche. Vamos ver nos próximos dias", concluiu Alejandro Valverde .



Tour de Abu Dahbi, etapa 5 : Valverde continua a fazer história. Vence etapa e arrebata a camisola vermelha final.

Grande etapa final da prova de Abu Dhabi. Alejandro Valverde que está prestes a completar 38 anos venceu a atapa rainha do Tour de Abu Dhabi, no topo de Jebel Hafeet, e foi coroado como vencedor desta corrida da categoria World Tour, dando a Espanha a primeira vitória do ano ao mais alto nível. Coma etapa e a geral, o líder do Movistar já conseguiu cinco vitórias em 2018.
Com o inicio da subida final, cedo se viu que Rohan Dennis não iria conseguir defender a sua camisola vermelha ficando logo para trás no inicio da escalada. Miguel Angel Lopez foi o primeiro  dos favoritos a mexer na corrida conseguindo se isolar a meio da subida e andando em solitário durante algum tempo, mas Valverde também se sentiu bem durante a subida final e lançou seu ataque a 3 km da meta, um ataque fulminante sem nenhuma resposta do pelotão e que em pouco tempo o levou até junto de Superman Lopez que ainda seguia isolado. Mais atrás Alaphilippe também tentava juntar-se ao duo levando com ele, Formolo Majka, Eg e um Kelderman que durante algum tempo foi líder virtual da prova.
Mas o duo da frente conseguiu sempre manter a distância e na recta final Valverde fez valer a sua velocidade deixando o colombiano da Astana para trás para conseguir a sua 2ª vitória às geral do ano depois da Valenciana.
Alaphilippe chegaria a 15 segundos levando com ele Majka e kelderman.
Rui Costa fez uma excelente subida final e vindo de trás acabaria por finalizar na nona posição a 55 segundos do espanhol. Na Geral terminaria em 8ª lugar, um excelente prémio para a dedicação do ciclista português.

Classificação da etapa:

.1. Alejandro Valverde (ESP / Movistar) 4h38: 47
.2. Miguel Ángel López (COL / Astana) m.t.
.3. Julian Alaphilippe (FRA / Quick-Step) às 0:15
.4. Rafal Majka (POL / Bora-Hansgrohe) m.t.
.5. Wilco Kelderman (HOL / Team Sunweb) m.t.
.6. Davide Formolo (ITA / Bora-Hansgrohe) às 0:37
.7. Niklas Eg (DIN / Trek-Segafredo) às 0:47
.8. Diego Ulissi (ITA / UAE Team Emirates) às 0:55
.9. Rui Costa (POR / UAE Team Emirates) m.t.
10. Antwan Tolhoek (HOL / LottoNL-Jumbo) m.t.


Classificação Geral Final:

.1. Alejandro Valverde (ESP / Movistar) 16h00: 01
.2. Wilco Kelderman (HOL / Team Sunweb) às 0:17
.3. Miguel Ángel López (COL / Astana) às 0:29
.4. Julian Alaphilippe (FRA / Quick-Step) às 0:31
.5. Rafal Majka (POL / Bora-Hansgrohe) às 0:45
.6. Davide Formolo (ITA / Bora-Hansgrohe) às 1:13
.7. Diego Ulissi (ITA / UAE Team Emirates) às 1:18
.8. Rui Costa (POR / UAE Team Emirates) às 1:28
.9. Rohan Dennis (AUS / BMC) às 1:29
10. Emanuel Buchmann (ALE / Bora-Hansgrohe) às 1:37.

sábado, 24 de fevereiro de 2018


Omloop Het Nieuwsblad, Valgren: Esta é definitivamente a vitória mais importante da minha carreira

Michael Valgren surpreendeu os grandes especialistas do pavé no Omloop Het Nieuwsblad 2018. 
Neste seu primeiro grande sucesso no pavé, o ciclista  dinamarquês aproveitou a superioridade de Astana no final da etapa, encontrando o momento certo para tentar a sua sorte e chegar sozinho à linha de chegada. Táctica  perfeita da equipe cazaque, que com três homens no grupo de 12 que discutiram a corrida conseguiu jogar melhor suas cartas, deixando os adversários sem reacção.

"Depois do Muur, eramos três no grupo dos melhores - disse Valgren após a chegada - Havia muito vento e havia uma grande indecisão entre todos. Não sabíamos se havíamos de colaborar, de atacar ou defendermos-nos em algumas situações. Foi uma corrida muito táctica. Havia alguns corredores muito rápidos, então sabíamos que tínhamos que tentar antecipar pois numa chegada em grupo tinhamo menos hipóteses. No final, houve várias tentativas, e quando Vanmarcke fugiu, eu pensei que poderia ser o meu momento. Então tentei ... "Decisão perfeita do corredor escandinavo, que até agora não tinha grandes referências sobre os paralelepípedos, mas que já tinha conseguido algumas boas performances na última temporada. "Esta é definitivamente a vitória mais importante da minha carreira - admite - Ganhei o Tour da Dinamarca algumas vezes, mas não é uma corrida WorldTour. Aqui estavam os melhores do mundo na especialidade, para mim, é realmente uma vitória muito importante. Este é apenas o segundo ano em que me concentro nas clássicas do norte, mas disputar as corridas flamengas é para mim, um sonho tornado realidade"

Tour de Abu Dahbi, Rohan Dennis: Amanhã é um grande teste para mim. Quero ver como me encontro contra adversários como Valverde, Castroviejo ou Aru

Rohan Dennis conseguiu o seu primeiro objectivo no Tour de Abu Dhabi, vencer o contra-relógio. Amanhã o ciclista australiano irá tentar  Ao ir ao Oriente Médio com a ambição de ganhar a corrida, o piloto do BMC sabia que, para ter sucesso, o primeiro passo era estabelecer-se na contra-prova, tentando para distanciar seus rivais o máximo possível. Missão cumprida para o campeão australiano que, no final do julgamento de hoje, foi vestir a camiseta do líder em frente a Jonathan Castroviejo (Sky) e seu colega Miles Scotson."Foi uma prova difícil, que se tornou ainda mais complicada com o vento - explicou depois da cerimônia de premios - estou feliz com este sucesso, estou muito contente com a forma como as coisas aconteceram hoje e como eu corri. Ter duas vitórias neste momento da temporada é sempre importante. Eu também os tive no final desta corrida no ano passado, mas amanhã ainda há uma etapa e espero poder adicionar uma vitória amanhã. Ganhar o geral seria absolutamente fantástico, seria realmente a cereja no topo do começo da temporada ".Determinado a evoluir para um ciclista de provas por etapas, amanhã será um grande teste especialmente a nível psicológico, com a difícil chegada a Jebel Hafeet. Hoje conseguiu uma margem importante mas ele também sabe que  concorrência é de qualidade e amanhã terá que ter capacidade para gerir o seu avanço na difícil escalada final. "Certamente será um teste importante para mim. Sei o que eu valho. Há alguns corredores com quem eu quero me testar para ver como posso melhorar, se possível, nesta época do ano ".
Amanhã será o dia decisivo para Dennis. "vou dar tudo para manter a camisa vermelha", O ciclista da BMC vê em Alejandro Valverde (Movistar) "o corredor mais perigoso", mas não exclui outros homens na luta pela geral.  "Valverde será o meu maior adversário - e acrescenta - mas, é claro, Tom Dumoulin está bem colocado e apesar do atraso, você nunca pode descartar [...] Eu também quero ver como me encontro contra outros potenciais adversários como Fabio Aru e Jonathan Castroviejo ".


Omloop Het Nieuwsblad: Michael Valgren ataca no final e surpreende favoritos

O dinamarquês Michael Valgren (Astana) venceu a 73ª edição do Omloop Het Nieuwsblad em Meerbeke na Bélgica. O ciclista da Astana aproveitou a supeioridade da equipe casaque na fuga ( três em doze) e atacou forte a dois quilómetros da chegada batendo, Lukasz Wiśniowski (Sky) e Sep Vanmarcke (EF Education) que completaram  o pódio.

A corrida marcou a abertura das clássicas da primavera e um novo percurso da Omloop Het Nieuwsblad, o que  significou que os ciclistas abordaram o famoso Muur van Garaardsbergen-Bosberg no fim da corrida. Um grupo selecto de nove ciclistas formou -se após o Muur, depois de um ataque de SepVanmarcke. Ele conseguiu um pequeno avanço sobre os outros concorrentes a cerca de 15 quilómetros da chegada. Entretanto, Stybar alcançou Vanmarcke mas seriam apanhados antes da ascensão a Bosberg.

Osw ciclistas do grupo perseguidor incluíram o bi campeão da prova Greg Van Avermaet (BMC Racing), o tri campeão mundial de ciclocross Wout van Aert (Vérandas Willems-Crelan), o campeão nacional belga Oliver Naesen (Ag2r-La Mondiale), alem de Sonny Colbrelli (Bahrein-Mérida) e Matteo Trentin (Mitchelton-Scott) e três ciclistas da Astana.


Wiśniowski (Sky) e Yves Lampaert (Quick-Step Floors) fizeram a junção ao grupo imediatamente antes do Boseberg, mas ambos seriam descartados imediatamente. No entanto, o ciclista da Sky encontraria  forças para voltar a entrar no grupo novamente.Nos últimos quilómetros antes de Meerbeke, o grupo líder atacou-se repetidamente. Vanmarcke tentou a sua chance mas foi rapidamente alcançado, e foi ai que.Valgren  contra atacou e apanhou todos de surpresa conseguindo uma vantagem que não era fácil de fechar. Vanmarcke ainda atacou novamente em busca do ciclista dinamarquês, mas já era muito tarde. Depois foi Wiśniowski a saltar do grupo em busca de Vanmarcke.  Wiśniowski alcancaria um desgastado Vanmarcke para chegar ao segundo lugar. O pelotão liderado pela FDJ e Lotto Soudal após o Bosberg, ainda conseguia apanhar os outros escapados nos últimos metros. Jasper Stuyven (Trek-Segafredo) conseguiria o quarto lugar com Philippe Gilbert (Quick-Step Floors) a  terminar em quinto.

Classificação final Omloop Het Nieuwsblad  2018:

1. Michael Valgren, ASTANA PRO TEAM, em 4:50:14
2. Łukasz Wiśniowski, TEAM SKY, às 0:12
3. Sep Vanmarcke, TEAM EF EDUCATION FIRST-DRAPAC P / B CANNONDALE, às 0:12
4. Jasper Stuyven, TREK - SEGAFREDO, às 0:12
5. Philippe Gilbert, PISOS RÁPIDOS, às 0:12
6. Edward Theuns, TEAM SUNWEB, às 0:12
7. Bert Van Lerberghe, COFIDIS, SOLUTIONS CRÉDITS, às 0:12
8. Sonny Colbrelli, BAHREIN MERIDA PRO CYCLING TEAM, às 0:12
9. Arnaud Demare, FDJ, às 0:12
10. Marcus Burghardt, BORA - HANSGROHE, às 0:12





Tour de Abu Dhabi, etapa 4: Rohan Dennis vence contra-relógio e alcança a liderança


O australiano Rohan Dennis (BMC) tri campeão australiano de contra-relógio, venceu a 4ª etapa do Tour de Abu Dhabi, um contra-relógio de 11,8 km e é agora o novo líder da corrida antes da etapa rainha de amanhã com a chegada ao alto de Jebel Hafeet- 

Dennis gastou  14'21 ", 14" à frente do Jonathan Castroviejo de Sky, e 16 " de Miles Scott (BMC), Jos Van Emden (Lotto-Soudal) e Wilco Kelderman (Sunweb) que obtiveram o mesmo tempo e que repetem essas mesmas diferenças na classificação geral. 
O campeão mundial da contra- relógio Tom Dumoulin, grande favorito para a etapa de hoje, sofreu um problema mecânico que o forçou a parar de perder alguns segundos que o deixou sem opções de vitória. Terminou 31 "atrás de Dennis, o que leva a que a etapa de amanhã ainda tenha mais emoção.
O líder da Equipe Movistar, Alejando Valverde, foi o 9º , 27 " atrás de Rohan Dennis, e é 8º da geral a 24" do australiano.
A equipe da BMC dominou completamente a etapa de hoje, colocando quatro ciclistas no top 10. A equipe americana tem um excelente elenco para defender a posição de Dennis na etapa final de domingo, mas Wilco kelderman e Tom Dumoulin (Sunweb) e Alejandro Valverde tudo irão fazer para conseguir a vitória o que ainda trará mais emoção à corrida.

Rui Costa terminou o contra-relógio na 24ª posição, e é agora 17º da geral a 47" de Dennis.

A etapa final de 199 quilômetros do Tour de Abu Dhabi, começa em Al Ain e é plana até aos últimos 10 quilómetros . Para a parte final está reservada a ascensão a Jabel Hafeet, uma subida  moderadamente íngreme com um gradiente médio de 6,6% e um gradiente máximo de 11% que poderá baralhar as contas da corrida.






La Marseillase: Bardet regressa às vitórias 

Romain Bardet estreou-se em 2018 com um 8º lugar na La Marseillase, mas um acidente doméstico provocou-lhe uma lesão que interrompeu seus planos para este início da temporada. Este sábado, o líder do Ag2r retornou à competição e fez-lo demonstrando que está em grande forma. O francês ganhou a Clássica das Ardenas com um ataque distante que ninguém conseguiu seguir e que permitiu que ele chegasse sozinho na linha de chegada.

Foi a 23 km da linha de chegada, quando vários ciclistas tentaram escapar, o momento em que a Bardet lançou seu ataque que o deixou sem companhia. Num teste onde o frio era protagonista com temperaturas abaixo de zero, o francês conseguiu isolar-se e ninguém atrás conseguiu responder. Esta é a primeira vitória de Bardet em 2018 (na segunda provaque disputa). Seu último triunfo tinha sido a etapa de Peyragudes no Tour de França de 2017, onde terminou em terceiro lugar da geral




sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018



Kuurne-Brussels-Kuurne: Apresentação da prova

No domingo corre-se a segunda prova do fim de semana de abertura da Bélgica, a clássica Kuurne-Brussels-Kuurne que tradicionalmente é realizada no dia a seguir ao  Omloop Het Nieuwsblad, a outra competição de um dia sobre o pavé belga. Pode ser o irmãozinho do Omloop Het Nieuwsblad de sábado, mas "KBK" existe há 70 anos e possui uma impressionante lista de vencedores.

Desde 2005, que está incluída no UCI Europe Tour e em 2016 foi actualizado para um evento 1.HC, o mesmo ranking que a Omloop Het Nieuwsblad, mas a Omloop passou para o UCI World Tour em 2017. Nunca nenhum ciclista ganhou o Omloop e Kuurne-Bruxelas-Kuurne no mesmo fim de semana.

Percurso:

Ao contrário da 
Omloop, Kuurne-Bruxelas-Kuurne tende a favorecer os sprinters, mas recentemente  foram adicionadas algumas subidas difíceis ao percurso para dar mais emoção à prova. No ano passado, Jasper Stuyven atacou a 28 quilômetros da meta e foi acompanhado por Peter Sagan, Matteo Trentin, Tiesj Benoot e Luke Rowe. A corrida foi decidida ao sprint entre os cinco, com Sagan a vencer fácilmente. Já em 2016, Stuyven fugiu para a vitória a 17 quilómetros do fim. Três anos atrás, Mark Cavendish superou Alexander Kristoff e Elia Viviani na linha.

Apesar do nome, o evento de 200,1 km não chega a Bruxelas, retornando a Kuurne pouco depois de alcançar o Voorde na Flandres. No geral, o perfil inclui 12 subidas, a maioria na segunda metade do dia.
Tradicionalmente, a corrida parte do hipódromo de Kuurne e dirige.se para a primeira escalada do dia, Wolvenberg, ao quilometro 32 o único ponto de interesse na primeira metade da prova. Mas na segunda parte do percurso várias colinas bem conheciodas das clássicas belgas terão que ser ultrapassadas, Kruisberg, Oude Kwaremont e Tiegemberg trarão emoção à corrida até o pelotão chegar à subida final da tarde, o Nokereberg, a cerca de 50 quilómetros da chegada.


Os últimos quilómetros da corrida são planos e podem ser determinantes para algumas fugas, pois a chegada em Kuurne é propicia para os sprinters.



Favoritos: 

O vencedor do ano passado, Peter Sagan. não defenderá o seu titulo no domingo, mas na lista de inscritos estão muitos dos maiores especialistas neste tipo de provas.
Se partirmos do principio que o final será ao sprint, Fernado Gaviria e Dylan Groenwegen terão que ser os principais candidatos à vitória final. Gaviria que se estreia este ano nas Clássicas do Norte tem aqui a sua primeira grande oportunidade para deixar o seu nome no palmarés da prova. Para ajudá.lo nesse objectivo, o colombiano conta com a super equipe da Quick-Step, com Niki Terpstra e Yves Lampaert entre aqueles que também eles podem ser candidatos à vitória final.

Dylan Groenewegen (LottoNL-Jumbo) chega à Bélgica com 3 vitórias de etapas este ano, no Dubai Tour e na Volta ao Algarve. O ciclista holandês de 24 anos já possui alguns resultados sólidos em provas de um dia e será sem duvida o maior opositor do ciclista colombiano.Arnaud Démare (FDJ) é outro especialista que vale a pena mencionar. Ele ganhou o sprint por trás do grupo vencedor de cinco homens em 2017 e já provou que é um dos maiores talentos da actualidade em provas de um dia.Jasper Stuyven, da Trek-Segafredo, venceu o Kuurne em 2016 e terminou como vice-campeão no ano passado. Ele é especialmente perigoso nesta corrida pois passa facilmente as colinas e tem uma excelente ponta final. Isso o torna uma ameaça como um atacante ou um velocista, embora a Trek também tenha Giacomo Nizzolo para um final de sprint em potencia.Greg Van Avermaet da BMC preferiria um percurso mais difícil, mas ele sempre favorito nas provas flamengas. O mesmo se passa para Tiesj Benoot (Lotto Soudal), Matteo Trentin (Mitchelton-Scott), Oliver Naesen (Ag2r La Mondiale) e Sep Vanmarcke (EF Education First-Drapac), Sonny Colbrelli de Bahrein-Mérida e Sam Bennett de Bora-Hansgrohe.  Além destes devemos ter em conta, a dupla da Astana de Alexey Lutsenko e Magnus Cort Nielsen.

As minhas apostas:

 Fernando Gaviria (Quick-Step), Dylan Groenwegen (Lotto-Jumbo)

 Greg Van Avermaet (BMC), Jasper Stuyven (Trek) Arnaud Demare (FDJ)

 Matteo Trenti (Michelton), Tiesj Benoot (Lotto) Sonny Colbrelli (Bahrain),                                          Oliver Naesen (AG2R), Sep Vanmarcke (EF Education)

 Magnus Cort Nielson (Astana), Niki Trepsta (Quick-Step), Boasson Hagen

 Sam Bennett (Bora), Jurgen Roelanndts(BMC), Alexey Lutsenko (Astana) 

  Fernado Gaviria e Tiesj Benoot 



Últimos vencedores da prova: