BOAS FESTAS
sábado, 30 de dezembro de 2017
sexta-feira, 29 de dezembro de 2017
Equipes WorldTour: Como foi 2017 e o que esperar para a nova época
1. AG2R LA MONDIALE
Depois de uma grande época, com Romain Bardet a conseguir um pódium no Tour, a equipe francesa parte para a nova época com redobradas ambições. Se por um lado Pierre Latour se mostra cada vez mais, como uma alternativa a longo prazo ao seu chefe de fila, por outro lado a saída de Domenico Pozzovivo para a Bahrain e a lesão grave de Jan Bakelants fazem com que a equipe tenha que se reforçar mais se quer ter gente com Bardet quando a estrada começar a empinar.
A chegada de Tony Gallopin é um excelente upgrade mas continua a ser curto, visto que Venturini é um sprinter e Sylvan Dillier é um rolador que tem no contra-relógio a sua melhor arma.
Muita curiosidade para ver a evolução de Benoit Cosnefroy, uma das grandes esperanças do ciclismo Francês.
ENTRADAS: Tony Gallopin (Lotto-Soudal), Clement Venturini (Cofidis) e Silvan Dillier (BMC)
SAÍDAS: Domenico Pozzovivo (Bahrain), Sondre Holst Enger (Israel Cycling Academy) e Hugo Houle (Astana)

2. ASTANA
Ano após ano a equipe cazaque vê sair as suas melhores figuras, primeiro Contador depois Nibali e agora Fábio Aru. Este sinal de menor saude financeira faz com que a equipe celeste aposte tudo em 2018 no jovem prodigio colombiano Miguel Angel Lopez que será o líder da equipe no Giro e na Vuelta. Com Jakob Fulgsang como seu guarda costas e lider da equipe para o Tour, e com as chegadas de Omar Fraille e Davide Villela., curiosamente os dois últimos vencedores da classificação da montanha na Vuelta a Espanha, e ainda com Jan Hirt que ao serviço de uma equipe continental brilhou ao mais alto nível no Giro sendo 12º da geral e deixando a entender que se tivesse tido mais ajuda lutaria pelo top 10, Dario Cataldo e e Luis Leon Sanchez que continuam na equipe, Alexander Vinokorov promete fazer algumas surpresas e lutar pela geral em todas as principais provas.
ENTRADAS: Magnus Cort Nielsen (Orica), Davide Villella (Cannondale), Hugo Houle (Ag2r), Omar Fraile (Dimension Data), Jan Hirt (CCC) e Yevgeniy Gidich (Vino-Astana Motors)
SAÍDAS: Paolo Tiralongo (Retirado) y Fabio Aru (UAE)

3. BAHRAIN - MERIDA
No ano de estreia, a equipe árabe mostrou-se em excelente nível, sendo Vincenzo Nibali o unico a dar verdadeiramente luta a Froome fazendo pódiuns no Giro e na Vuelta. Mas a equipe de Brent Coopeland quer mais e com as entradas de Pozzovivo, Gorka Izaguirre e Matej Mohoric , Nibali vai ter este ano o apoio nas altas montanhas que lhe faltou no ano que agora finda.
ENTRADAS: Domenico Pozzovivo (Ag2r), Gorka Izagirre (Movistar), Matej Mohoric (UAE), Kristijan Koren (Cannondale), Mark Padun (Neo) e Hermann Pernsteiner (Amplatz)
SAÍDAS: Ondrej Cink (vuelve al MTB), Javi Moreno (Delko Marseille), Ion Ander Insausti (Fundación Euskadi) e Tsgabu Grmay (Trek)

4. BMC RACING TEAM
2017 é um ano de dupla face para a equipe americana. A aposta em Richie Porte saiu furada, pois uma grave queda no Tour estragou-lhe a época quando estava ao mais alto nível e Tejay Van Garderen continua sem conseguiu provar o potencial que prometeu na sua época de estreia na BMC (5ª lugar no Tour em 2012) o que fez com que a equipe passasse ao lado das 3 Grandes Voltas. Em contrapartida Greg Van Avermaet brilhou ao mais alto nível sendo eleito ciclista do ano pela UCI graças a excelentes resultados com a cereja no topo do bolo a ser a sua vitória no Paris-Roubaix.
Para a nova época a equipe não sofreu grandes mudanças com as entradas de Simon Gerrans e Jurgen Roelandts a colmatar as ausências de Samuel Sanchez e André Cardoso (suspensos por dopping). Alberto Bettiol um jovem italiano de 23 anos pode no entanto dado o seu trajecto até ao momento ser uma das grandes surpresas da época.
ENTRADAS: Simon Gerrans (Orica), Jurgen Roelandts (Lotto-Soudal), Alberto Bettiol (Cannondale) e Patrick Bevin (Cannondale)
SAÍDAS: Samuel Sánchez (sancionado), Martin Elmiger (Retirado), Manuel Quinziato (Retirado), Ben Hermans (Israel Cycling Academy), Daniel Oss (Bora), Amael Moinard (Fortuneo), Silvan Dillier (Ag2r) e Manuel Senni (Bardiani-CSF)

5. BORA - HANSGROHE
Peter Sagan teve un ano completamente atípico indo do paraíso (principio de época fabuloso com uma sucessão de vitórias incrível) até ao inferno (desclassificação no Tour) acabando novamente no paraíso com a camisola de campeão do mundo vestida pelo terceiro ano consecutivo. A equipe da Bora moldada em torno da sua grande estrela viveu um ciclo semelhante com Rafal Majica e Leopold Koenig as suas maiores referências em provas de 3 semanas a passarem completamente ao lado da época. Para a nova temporada o manager Ralph Denk apostou em David Formolo um dos jovens mais promissores do pelotão, com Daniel Oss e Peter Kennaugh a virem colmatar uma das grandes lacunas da equipe, os contra relógios.
Nota para a saída de José Mendes após uma época menos conseguida.
ENTRADAS: Daniel Oss (BMC), Peter Kennaugh (Sky), Davide Formolo (Cannondale) e Felix Grossschartner (CCC)
SAÍDAS:Silvio Herklotz (Burgos-BH), Shane Archbold (Aqua Blue) e José Mendes (Burgos-BH)
6. CANNONDALE - DRAPAC
A equipe americana viveu na incerteza de não ter equipe para a próxima época até ao fim da temporada. Felizmente vai continuar com o nome de EF Education First PB Cannondale.
2017 foi talvez o melhor ano de sempre da equipe. Rigoberto Uran apareceu a um nível nunca visto, fazendo 2º no Tour e vencendo a clássica Milão-Torino. Michael Woods faz uma grande Vuelta ficando em 7º lugar e Davide Formolo fecha o Top 10 no Giro.
Para 2018 a equipe sofre uma autêntica sangria saindo 11 corredores entre eles Andrew Talansky, David Formolo, Davide Villela e o jovem contra relogista Dylan Van Baarle. Quanto a entradas, realce para mais um jovem prodigio colombiano, Daniel Martinez e para o sprinter Sacha Modolo.
ENTRADAS: Sacha Modolo (UAE), Daniel McLay (Fortuneo), Logan Owen (Axeon Hagens Berman), Daniel Felipe Martinez (Wilier), Julián Cardona (Team Medellín), Kim Magnusson (Tre Berg-Postnord) e Mitchell Docker (Orica)
SAÍDAS: Andrew Talansky (se pasa al triatlón), Tom Jelte Slagter (Dimension Data), Dylan Van Baarle (Sky), Kristijan Joren (Bahrain), Davide Formolo (Bora), Davide Villella (Astana), Wouter Wippert (Roompot), Alberto Bettiol (BMC), Toms Skujins (Trek), Patrick Bevin (BMC) e Ryan Mullen (Trek).

7. DIMENSION DATA
2017 já passou e não deixa saudades à equipe Sul-Africana. Após um ano de estreia fantástico em que venceu 4 etapas do Tour, este foi um "ano terribilis" para Marc Cavendish a grande estrela da equipe, não vencendo nenhuma etapa. Valeu Bossen-Hagen com uma excelente prestação no tour e em algumas clássicas.
Para o ano, uma ótima noticia, é o regresso de Louis Meintjes a casa depois de 2 anos na Europa. O oitavo classificado nas duas ultimas edições do Tour vai ter agora uma equipe toda a trabalhar para ele . Até onde poderá chegar é a questão que fica no ar?
ENTRADAS: Tom Jelte Slagter (Dimension Data), Louis Meintjes (UAE), Julien Vermote (Quick Step), Scott Davies (Team Wiggins) e Nickolas Dlamini (equipo de desarrollo Dimension Data).
SAÍDAS: Tyler Farrar (retirado), Nathan Haas (Katusha), Kristian Sbaragli (Israel Cycling Academy) e Omar Fraile (Astana)

8. FDJ
Depois de um 4º lugar no Giro com melhorias significativas no contra relógio (a sua grande pecha) todos esperavam um Thibaut Pinot em grande no Tour, mas mais uma vez a eterna promessa francesa desiludiu perdendo definitivamente o estatuto de melhor ciclista francês para Romain Bardet. Veremos o que faz em 2018 mas já começa a escassear o tempo para o francês.
Pelo contrário Arnaud Démare, evoluiu bastante, conseguindo uma vitória ao sprint numa etapa do Tour o que já há muito nenhum francês conseguia.
No que respeita a movimentações de mercado apenas alguns segundos planos entram na equipe.
Para 2018, espera-se muito da nova coqueluche francesa, David Gaudu, veremos como evolui neste seu segundo ano como profissional após um ano de estreia bastante promissor.
ENTRADAS: Ramon Sinkeldam (Sunweb), Georg Preidler (Sunweb), Antoine Duchesne (Direct Energie), Benjamin Thomas (Armee de Terre) e Bruno Armirail (Armee de Terre).
SAÍDAS: Johan Le Bon (Vital Concept), Kevin Reza (Vital Concept), Lorrenzo Manzin (Vital Concept), Arnaud Courteille (Vital Concept), Marc Fournier (Vital Concept), Odd Christian Eiking (Wanty), Jeremy Maison (Fortuneo) e Cedric Pineau (Retirado)

9. KATUSHA ALPECIN
2018 será o ano do tudo ou nada para a equipe de José Azevedo. Com orçamentos de milhões só ao nível da Sky, a equipe russa continua sem conseguiu provar na estrada o investimento feito. A aposta em Kristoff foi um flop com o dinamarquês a não conseguir vencer em nenhuma das grandes voltas, Tony Martin parece que perdeu gás ao chegar á equipe russa e o sucessor de "Purito " Rodriguez teima em não aparecer. Não fora um 5º lugar no Giro e um 3º na Vuelta de Zakarin e a equipe russa passaria completamente ao lado durante todo o ano.
Para 2018, novo super investimento, nada mais nada menos que o melhor sprinter do mundo Marcel Kittel. O alemão vem de uma época de sonho com 5 vitórias de etapa no Tour de France mas como se comportará agora sem o comboio da Quick-Step para o levar até à reta da meta? O futuro de José Azevedo depende assim do sucesso ou insucesso do alemão.
ENTRADAS: Marcel Kittel (Quick Step), Alex Dowsett (Movistar), Nathan Haas (Dimension Data), Ian Boswell (Sky), Steff Cras (Neo), Matteo Fabbro (Neo) e Willie Smit (Nippo)
SAÍDAS: Alexander Kristoff (UAE), Ángel Vicioso (Retirado), Rain Taaramae (Direct Energie), Michael Morkov (Quick Step), Sven Erik Bystrom (UAE) e Matvey Mamykin (Burgos-BH).

10. LOTTO - SOUDAL
Depois de um começo de época prometedor em que André Greippel e Tim Wellens a conseguiram algumas vitórias, o gigante sprinter alemão nunca mais se encontrou passando completamente ao lado do Giro (uma vitória de etapa) e do Tour. Após a travessia do deserto a equipe aparece em grande forma na Vuelta onde consegue 4 vitórias de etapas com o veterano polaco Tomasz Marczynski a bisar.
Para 2018 a equipe perde duas peças importantes, Tony Gallopin e Rafael Valls apostando em duas promessas belgas, Jens Keukeleire e Vitor Campenaerts
ENTRADAS: Jens Keukeleire (Orica), Victor Campenaerts (LottoNL-Jumbo), Lawrence Naesen (WB-Veranclassic), Bjorg Lambrecht (Neo) e Harm Vanhoucke (Neo).
SAÍDAS: Jurgen Roelandts (BMC), Tony Gallopin (Ag2r), Kris Boeckmans (Vital Concept), Bart De Clercq (Wanty), Rafael Valls (Movistar), Sean de Bie (Verandas Willems) e Louis Vervaeke (Sunweb)

11. LOTTO - JUMBO
Ano para esquecer para a filial holandesa da Lotto. Robert Gesink nunca apareceu e o 3º lugar da volta à Suiça e 9º na Vuelta é manifestamente pouco para a qualidade de Steven Kruisjswijk. Valeu Primoz Roglic com uma vitória de etapa e um excelente Tour culminado com um 2º lugar na classificação dos trepadores.
Para já apenas a registar a contratação da jovem promessa holandesa Danny Van Poppel (sprinter).
ENTRADAS: Danny Van Poppel (Sky), Neilson Powless (Axeon Hagens Berman), Sepp Kuss (Rally Cycling) e Pascal Eenkhoorn (Neo)
SAÍDAS: Jurgen Van den Broeck (Retirado), Victor Campenaerts (Lotto-Soudal) e Steven Lammertink (Vital-Concept)

12. MOVISTAR
Como voltará Alejandro Valverde após a grave lesão do Tour?
Esta é a pergunta de 1 milhão de dólares que Eusébio Unzué, diretor desportivo da Movistar dava tudo para saber.
Em 2017 tudo correu mal à equipe espanhola. Nairo Quintana perde surpreendentemente o Giro de Itália para Tom Dumoulin não conseguindo fazer a diferença no seu terreno de eleição, a alta montanha e nunca mais se encontrou. De que maneira isso marcou o colombiano não sabemos, mas o que é certo é que ele chega ao Tour como o único que poderia por em causa a supremacia de Chris Froome e é completamente humilhado chegando a Paris fora do top10.
Sem Quintana e Valverde, a Movistar encarou a Vuelta a Espanha como uma oportunidade de ouro para os seus jovens lobos mostrarem serviço, mas nem Marc Soler nem Ruben Fernandez conseguiram fazer a diferença sendo o jovem venezuelano Richard Carapaz o único a sobressair.
Sem perder tempo, Unzué contrata Michael Landa à Sky precavendo assim uma não recuperação de "Bala" mas, que felizmente regressou em pleno.
Muita curiosidade em ver Jaime Rosan, uma das grandes promessas espanholas numa equipe como a Movistar. Rosan é considerado o melhor trepador jovem de Espanha.
De salientar a saída de Castroviejo, o melhor contra relogista espanhol e de Gorka Izaguirre uma eterna promessa que teimava em não se impor.
ENTRADAS: Mikel Landa (Sky), Rafael Valls (Lotto), Eduardo Sepúlveda (Fortuneo), Jaime Rosón (Caja Rural-Seguros RGA) e Jaime Castrillo (Neo-Lizarte).
SAÍDAS: Jonathan Castroviejo (Sky), Gorka Izagirre (Bahrain), Alex Dowsett (Katusha), Jesús Herrada (Cofidis), José Herrada (Cofidis), Adriano Malori (retirado) e Rory Sutherland (UAE).

2017, não foi o ano que certamente os Australianos esperavam. Depois de dois pódios na Vuelta e no Giro de 2015 com Esteban Chavez, todos esperávamos uma Orica mais forte neste ano que agora finda, porém Chavez teve uma época para esquecer e os irmãos Yates apesar de fazerem Top 10 no Giro e Tour também nunca conseguiram entrar na discussão das provas. Valeu Caleb Ewan, talvez o sprinter que mais cresceu em 2017.
Excelente ano da equipe belga, sendo apenas batida no Ranking UCI pela Super equipe da Sky. Como já vem sendo hábito, foi a equipe com mais vitórias de etapas do ano, com Kittel a vencer 5 etapas no Tour e Gaviria e Trenti a vencerem 4 no Giro e na Vuelta. Além disso, Philippe Gilbert esteve em grande nas clássicas da primavera e Daniel Martin provou ser o ciclista mais combativo da actualidade e o unico que conseguiu bater-se com Froome na alta montanha.
Para 2018, a equipe sofre uma incrivel sangria, saindo os seus ciclistas mais consagrados e apostando nos jovens lobos do plantel, como Bob Jungels e Alaphillipe para as provas por etapas e Fernando Gaviria Elia Viviani para as clássicas e os sprints.
SAÍDAS: Tom Boonen (Retirado), Daniel Martin (UAE), Marcel Kittel (Katusha), Matteo Trentin (Orica), Gianluca Brambilla (Trek), Julien Vermote (Dimension Data), Jack Bauer (Orica), David de la Cruz (Sky) e Martin Velits (Retirado).
Ano de Ouro para a equipe inglesa. Na altura que estou a escrever isto, ainda não se sabe qual vai ser o resultado do control positivo de Chris Froome na Vuelta e como tal temos que contabilizar um Tour ( o 5º dos ultimos 6 anos) e uma Vuelta no palmarés da equipe britânica. Gereth Thomas é que não teve um ano à sua altura, mas em contrapartida, Kwiatkowsky demonstrou ser um dos melhores ciclistas de clássicas da actualidade e com Mikel Landa e Elia Viviani também em bom nível a equipe conseguiu 34 vitórias em 2017 fechando o ano como a melhor equipe do ranking da UCI.
Para 2018, a equipe británica perde Mikel Nieve, mas entra David De la Cruz, que na minha opinião é superior. Chega também, Castroviejo, um dos melhores sprinters da actualidade o que a juntar a Gianni Moscon e com a entrada de Egan Bernal o melhor ciclista jovem da actualidade, a equipe continua a ter o melhor plantel de todas as participantes no WorldTour.

17 Trek Segafredo

18 UAE Team Emirates
Ano de estreia para a equipe dos Emiratos Árabes, onde apenas os segundos planos apareceram, Jan Polanc fez um excelente Giro com uma vitória de etapa e Mohoric, venceu na Vuelta. Ben Swift,a grande aposta da equipe,foi um falhanço e Diego Ulissi também não esteve ao nivel que nos habituou, valeu a vitória do nosso Rui Costa na Tour de Abu Dhabi, prova de segundo plano mas de interesse redobrado para a equipe e para os seus patrocinadores pois corria em casa.
Para 2018, a equipe aposta forte. Com a chegada de Daniel Martin, Fabio Aru e Aleksander Kristoff, a equipe de Rui Costa tem agora um dos melhores planteis do WorldTour que lhe garante entrar em todas as provas com ambições redobradas de vitória.
SAÍDAS: Sacha Modolo (EF Education First), Andrea Guardini (Bardiani-CSF), Matej Mohoric (Bahrain-Merida), Marko Kump (CCC) e Louis Meintjes (Dimension Data)
ENTRADAS: Tom Jelte Slagter (Dimension Data), Louis Meintjes (UAE), Julien Vermote (Quick Step), Scott Davies (Team Wiggins) e Nickolas Dlamini (equipo de desarrollo Dimension Data).
SAÍDAS: Tyler Farrar (retirado), Nathan Haas (Katusha), Kristian Sbaragli (Israel Cycling Academy) e Omar Fraile (Astana)

8. FDJ
Depois de um 4º lugar no Giro com melhorias significativas no contra relógio (a sua grande pecha) todos esperavam um Thibaut Pinot em grande no Tour, mas mais uma vez a eterna promessa francesa desiludiu perdendo definitivamente o estatuto de melhor ciclista francês para Romain Bardet. Veremos o que faz em 2018 mas já começa a escassear o tempo para o francês.
Pelo contrário Arnaud Démare, evoluiu bastante, conseguindo uma vitória ao sprint numa etapa do Tour o que já há muito nenhum francês conseguia.
No que respeita a movimentações de mercado apenas alguns segundos planos entram na equipe.
Para 2018, espera-se muito da nova coqueluche francesa, David Gaudu, veremos como evolui neste seu segundo ano como profissional após um ano de estreia bastante promissor.
ENTRADAS: Ramon Sinkeldam (Sunweb), Georg Preidler (Sunweb), Antoine Duchesne (Direct Energie), Benjamin Thomas (Armee de Terre) e Bruno Armirail (Armee de Terre).
SAÍDAS: Johan Le Bon (Vital Concept), Kevin Reza (Vital Concept), Lorrenzo Manzin (Vital Concept), Arnaud Courteille (Vital Concept), Marc Fournier (Vital Concept), Odd Christian Eiking (Wanty), Jeremy Maison (Fortuneo) e Cedric Pineau (Retirado)

9. KATUSHA ALPECIN
Para 2018, novo super investimento, nada mais nada menos que o melhor sprinter do mundo Marcel Kittel. O alemão vem de uma época de sonho com 5 vitórias de etapa no Tour de France mas como se comportará agora sem o comboio da Quick-Step para o levar até à reta da meta? O futuro de José Azevedo depende assim do sucesso ou insucesso do alemão.
ENTRADAS: Marcel Kittel (Quick Step), Alex Dowsett (Movistar), Nathan Haas (Dimension Data), Ian Boswell (Sky), Steff Cras (Neo), Matteo Fabbro (Neo) e Willie Smit (Nippo)
SAÍDAS: Alexander Kristoff (UAE), Ángel Vicioso (Retirado), Rain Taaramae (Direct Energie), Michael Morkov (Quick Step), Sven Erik Bystrom (UAE) e Matvey Mamykin (Burgos-BH).

10. LOTTO - SOUDAL
Depois de um começo de época prometedor em que André Greippel e Tim Wellens a conseguiram algumas vitórias, o gigante sprinter alemão nunca mais se encontrou passando completamente ao lado do Giro (uma vitória de etapa) e do Tour. Após a travessia do deserto a equipe aparece em grande forma na Vuelta onde consegue 4 vitórias de etapas com o veterano polaco Tomasz Marczynski a bisar.
Para 2018 a equipe perde duas peças importantes, Tony Gallopin e Rafael Valls apostando em duas promessas belgas, Jens Keukeleire e Vitor Campenaerts
ENTRADAS: Jens Keukeleire (Orica), Victor Campenaerts (LottoNL-Jumbo), Lawrence Naesen (WB-Veranclassic), Bjorg Lambrecht (Neo) e Harm Vanhoucke (Neo).
SAÍDAS: Jurgen Roelandts (BMC), Tony Gallopin (Ag2r), Kris Boeckmans (Vital Concept), Bart De Clercq (Wanty), Rafael Valls (Movistar), Sean de Bie (Verandas Willems) e Louis Vervaeke (Sunweb)

11. LOTTO - JUMBO
Ano para esquecer para a filial holandesa da Lotto. Robert Gesink nunca apareceu e o 3º lugar da volta à Suiça e 9º na Vuelta é manifestamente pouco para a qualidade de Steven Kruisjswijk. Valeu Primoz Roglic com uma vitória de etapa e um excelente Tour culminado com um 2º lugar na classificação dos trepadores.
Para já apenas a registar a contratação da jovem promessa holandesa Danny Van Poppel (sprinter).
ENTRADAS: Danny Van Poppel (Sky), Neilson Powless (Axeon Hagens Berman), Sepp Kuss (Rally Cycling) e Pascal Eenkhoorn (Neo)
SAÍDAS: Jurgen Van den Broeck (Retirado), Victor Campenaerts (Lotto-Soudal) e Steven Lammertink (Vital-Concept)

12. MOVISTAR
Como voltará Alejandro Valverde após a grave lesão do Tour?
Esta é a pergunta de 1 milhão de dólares que Eusébio Unzué, diretor desportivo da Movistar dava tudo para saber.
Em 2017 tudo correu mal à equipe espanhola. Nairo Quintana perde surpreendentemente o Giro de Itália para Tom Dumoulin não conseguindo fazer a diferença no seu terreno de eleição, a alta montanha e nunca mais se encontrou. De que maneira isso marcou o colombiano não sabemos, mas o que é certo é que ele chega ao Tour como o único que poderia por em causa a supremacia de Chris Froome e é completamente humilhado chegando a Paris fora do top10.
Sem Quintana e Valverde, a Movistar encarou a Vuelta a Espanha como uma oportunidade de ouro para os seus jovens lobos mostrarem serviço, mas nem Marc Soler nem Ruben Fernandez conseguiram fazer a diferença sendo o jovem venezuelano Richard Carapaz o único a sobressair.
Sem perder tempo, Unzué contrata Michael Landa à Sky precavendo assim uma não recuperação de "Bala" mas, que felizmente regressou em pleno.
Muita curiosidade em ver Jaime Rosan, uma das grandes promessas espanholas numa equipe como a Movistar. Rosan é considerado o melhor trepador jovem de Espanha.
De salientar a saída de Castroviejo, o melhor contra relogista espanhol e de Gorka Izaguirre uma eterna promessa que teimava em não se impor.
ENTRADAS: Mikel Landa (Sky), Rafael Valls (Lotto), Eduardo Sepúlveda (Fortuneo), Jaime Rosón (Caja Rural-Seguros RGA) e Jaime Castrillo (Neo-Lizarte).
SAÍDAS: Jonathan Castroviejo (Sky), Gorka Izagirre (Bahrain), Alex Dowsett (Katusha), Jesús Herrada (Cofidis), José Herrada (Cofidis), Adriano Malori (retirado) e Rory Sutherland (UAE).

13. ORICA - SCOTT
2017, não foi o ano que certamente os Australianos esperavam. Depois de dois pódios na Vuelta e no Giro de 2015 com Esteban Chavez, todos esperávamos uma Orica mais forte neste ano que agora finda, porém Chavez teve uma época para esquecer e os irmãos Yates apesar de fazerem Top 10 no Giro e Tour também nunca conseguiram entrar na discussão das provas. Valeu Caleb Ewan, talvez o sprinter que mais cresceu em 2017.
Para a próxima época, a equipe, aposta muito forte, com a contratação de um dos melhores gregários do pelotão mundial, Mikel Nieve, certamente um grande apoio para os três líderes da equipe nas Grandes Voltas, e com Matteo Trenti uma das grandes revelações da época que vai enriquecer o já bastante bom comboio da Orica.
ENTRADAS: Mikel Nieve (Sky), Matteo Trentin (Quick Step), Cameron Meyer (Mitchelton Scott), Jack Bauer (Quick Step) e Lucas Hamilton (Mitchelton Scott)
SAÍDAS: Simon Gerrans (BMC), Rubén Plaza (Israel Cycling Academy), Jens Keukeleire (Lotto-Soudal), Magnus Cort Nielsen (Astana) e Mitchell Docker (EF Education First)
Excelente ano da equipe belga, sendo apenas batida no Ranking UCI pela Super equipe da Sky. Como já vem sendo hábito, foi a equipe com mais vitórias de etapas do ano, com Kittel a vencer 5 etapas no Tour e Gaviria e Trenti a vencerem 4 no Giro e na Vuelta. Além disso, Philippe Gilbert esteve em grande nas clássicas da primavera e Daniel Martin provou ser o ciclista mais combativo da actualidade e o unico que conseguiu bater-se com Froome na alta montanha.
Para 2018, a equipe sofre uma incrivel sangria, saindo os seus ciclistas mais consagrados e apostando nos jovens lobos do plantel, como Bob Jungels e Alaphillipe para as provas por etapas e Fernando Gaviria Elia Viviani para as clássicas e os sprints.
ENTRADAS: Elia Viviani (Sky), Florian Senechal (Cofidis), Michael Morkov (Katusha), Jhonatan Narvaez (Axeon Hagens Berman), Fabio Jakobsen (SEG), Álvaro José Hodeg (Coldeportes) e James Knox (Team Wiggins).
SAÍDAS: Tom Boonen (Retirado), Daniel Martin (UAE), Marcel Kittel (Katusha), Matteo Trentin (Orica), Gianluca Brambilla (Trek), Julien Vermote (Dimension Data), Jack Bauer (Orica), David de la Cruz (Sky) e Martin Velits (Retirado).
Ano de Ouro para a equipe inglesa. Na altura que estou a escrever isto, ainda não se sabe qual vai ser o resultado do control positivo de Chris Froome na Vuelta e como tal temos que contabilizar um Tour ( o 5º dos ultimos 6 anos) e uma Vuelta no palmarés da equipe britânica. Gereth Thomas é que não teve um ano à sua altura, mas em contrapartida, Kwiatkowsky demonstrou ser um dos melhores ciclistas de clássicas da actualidade e com Mikel Landa e Elia Viviani também em bom nível a equipe conseguiu 34 vitórias em 2017 fechando o ano como a melhor equipe do ranking da UCI.
Para 2018, a equipe británica perde Mikel Nieve, mas entra David De la Cruz, que na minha opinião é superior. Chega também, Castroviejo, um dos melhores sprinters da actualidade o que a juntar a Gianni Moscon e com a entrada de Egan Bernal o melhor ciclista jovem da actualidade, a equipe continua a ter o melhor plantel de todas as participantes no WorldTour.
ENTRADAS: Jonathan Castroviejo (Movistar), Dylan Van Baarle (Cannondale-Drapac), David de la Cruz (Quick Step), Pavel Sivakov (BMC Development Team), Kristoffer Halvorsen (Team Joker), Chris Lawless (Axeon Hagens Berman) e Egan Bernal (Androni)
SAÍDAS: Elia Viviani (Quick Step), Mikel Nieve (Orica), Danny Van Poppel (LottoNL), Mikel Landa (Movistar Team), Peter Kennaugh (Bora) e Ian Boswell (Katusha)
16.Team Sunweb
Primeira grande vitória numa Grande Volta para a equipe alemã. Tom Dumoulin, provou emn 2017 ser o unico ciclista do momento a poder perigar o dominio de Froome no Tour de França. O mundo inteiro, anseio por esse duelo. Com Wilco Kelderman em grande nível na Vuelta a provar que pode vir a ser um grande ciclista de 3 semanas e com Michael Matweus a vencer diversas etapas, a Sunweb conseguiu a sua melhor época de sempre.
Para 2018 a equipe aposta na continuidade, sem grandes mexidas no plantel, sendo Edward Theuns da Lotto o nome mais sonante.
Primeira grande vitória numa Grande Volta para a equipe alemã. Tom Dumoulin, provou emn 2017 ser o unico ciclista do momento a poder perigar o dominio de Froome no Tour de França. O mundo inteiro, anseio por esse duelo. Com Wilco Kelderman em grande nível na Vuelta a provar que pode vir a ser um grande ciclista de 3 semanas e com Michael Matweus a vencer diversas etapas, a Sunweb conseguiu a sua melhor época de sempre.
Para 2018 a equipe aposta na continuidade, sem grandes mexidas no plantel, sendo Edward Theuns da Lotto o nome mais sonante.
ENTRADAS: Edward Theuns (Trek), Michael Storer (Michelton-Scott), Louis Vervaeke (Lotto-Soudal), Martijn Tusveld (Roompot) e Jai Hindley (Michelton-Scott).
SAÍDAS: Warren Barguil (Fortuneo), Ramon Sinkeldam (FDJ), Zico Waeytens (Verandas), Bert De Backer (Vital Concept), Georg Preidler (FDJ) e Sindre Skjostad Lunke (Fortuneo)

17 Trek Segafredo
2017, foi o ultimo ano de uma lenda. Alberto Contador despediu-se e não o podia ter feito de melhor forma guindando a equipe americana para todos os escaparates dos jornais. Com Bauke Mollema em boa forma fazendo Top 10 em diversas provas entre elas o Giro, notou-se a ausência de Degenkolb que nunca se conseguiu recompor do grave acidente do ano anterior.
2018 será um ano atípico, pois a equipe não conseguiu a tempo colmatar a saída do pistoleiro, o negócio Aru falhou e encara a nova época apenas com um grande líder, Mollema. Brambilla, será o lider no Giro, prova onde já brilhou, e Tsgabu Grmay poderá vir a ser a grande surpresa da época pois sem grande pressão e com uma equipe a trabalhar para ele, pode naturalmente demonstrar todas as qualidades que lhe são reconhecidas
ENTRADAS: Gianluca Brambilla (Quick Step), Toms Skujins (Cannondale-Drapac), Tsgabu Grmay (Bahrain-Merida), Nicola Conci (Neo), Ryan Mullen (Cannondale-Drapac), Niklas Eg (Team Virtu) e Alex Frame (JLT Condor)
SAÍDAS: Alberto Contador (retirado), Haimar Zubeldia (retirado), Jesús Hernández (retirado), Edward Theuns (Sunweb), Marco Coledan (Wilier) e Andre Cardoso (sancionado)

18 UAE Team Emirates
Ano de estreia para a equipe dos Emiratos Árabes, onde apenas os segundos planos apareceram, Jan Polanc fez um excelente Giro com uma vitória de etapa e Mohoric, venceu na Vuelta. Ben Swift,a grande aposta da equipe,foi um falhanço e Diego Ulissi também não esteve ao nivel que nos habituou, valeu a vitória do nosso Rui Costa na Tour de Abu Dhabi, prova de segundo plano mas de interesse redobrado para a equipe e para os seus patrocinadores pois corria em casa.
Para 2018, a equipe aposta forte. Com a chegada de Daniel Martin, Fabio Aru e Aleksander Kristoff, a equipe de Rui Costa tem agora um dos melhores planteis do WorldTour que lhe garante entrar em todas as provas com ambições redobradas de vitória.
ENTRADAS: Fabio Aru (Astana), Alexander Kristoff (Katusha), Daniel Martin (Quick Step), Rory Sutherland (Movistar), Sven Erik Bystrom (Katusha) e Alexander Riabushenko.
SAÍDAS: Sacha Modolo (EF Education First), Andrea Guardini (Bardiani-CSF), Matej Mohoric (Bahrain-Merida), Marko Kump (CCC) e Louis Meintjes (Dimension Data)
quinta-feira, 28 de dezembro de 2017
Maiores revelações de 2017
Durante as próximas semanas vou divulgar aqueles que para este blogue foram as maiores revelações do ano de 2017.
1º Fernando Gaviria
No seu terceiro ano como profissional, o ciclista Colmbiano explodiu todo o seu talento, ao ponto do melhor sprinter da actualidade, Marcel Kittel, preferir mudar de equipe pois teve receio de perder o estatuto para o jovem ciclista.
Terminar em 1º lugar já não era novidade para Gaviria, no seu ano de estreia em 2015, conseguiu 5 vitórias sendo que a ultima na volta à Inglaterra bateu mesmo Greipel que nesse ano era quase imbativel.
Se 2015, já foi um ano promissor, no ano seguinte, Fernando Gaviria, eleva o nível e corta a linha de chegada em primeiro lugar por 8 vezes com destaque para as vitórias de etapa no Tirreno Adriático e na Volta à Polónia. Alem disso, consegue fazer Top 10 por 18 vezes sendo que sete dessas vezes foi em segundo lugar.
Chega então a 2017 como o terceiro sprinter da Quick-Stepp, atrás de Kittel e Tom Boonen, e na sua primeira Grande Volta, no Giro de Itália vence por 4 vezes conseguindo ainda mais uma 2ª posição só atrás de Caleb Ewan da Orica. Como se não bastasse tornou-se o 1º Colombiano a vestir a tão desejada camisola Rosa da prova e terminou a prova com a camisola dos pontos.
Depois de tão grande show por terras transalpinas, o mundo ficou ansiosamente à espera de nova actuação do colombiano para ver se tal resultado teria sido fortuito ou se estavamos realmente na presença de um dos maiores prodígios do ciclismo mundial e Gaviria não defraudou as expectativas, mais uma vitória na Volta a Inglaterra e termina em beleza vencendo 4 das 6 etapas da ultima prova do calendário na China.
Termina o ano com 14 vitórias, sendo que 10 delas foram em provas do WorldTour e com uns impressionantes 29 Top 10 tornando-se assim no ciclista mais vitorioso do ano.
2018, está prestes a começar e com ele vem o tão ansiado desejo de ver pela 1ª vez em competição, Gaviria contra Kittel, uma luta como já há muito não se via. Se a estes juntarmos, Peter Sagan, Caleb Ewan, Michael Mattweus, Aleksander Kristoff, Matteo Trenti, Arnaud Demare e os já veteranos mas ainda muito rápidos, Mark Cavendish e Andre Greipel estaremos na presença do melhor lote de sprinters de sempre.
Venha dai 2018!
Maiores revelações 2017:
2º Miguel Angel Lopez
3º Primoz Roglic
4º Wilco Kelderman
5º Emanuel Buckmann
6º Matteo Trentin
2º Miguel Angel Lopez
3º Primoz Roglic
4º Wilco Kelderman
5º Emanuel Buckmann
6º Matteo Trentin
8º Gianni Moscon
9º Jan Hirt
10º Amaro Antunes
Luta de Galos
Conhecem-se como ninguém pois defenderam as mesmas cores nos últimos anos.
Marcel Kittel mais atlético, alto e possante, Fernando Gaviria, mais esguio e repentino, tem em comum uma coisa, quando embalam nos últimos 100 metros ganham tanta vantagem sobre os outros que quase sempre tem tempo para levantar os braços para celebrar a vitória.
Se sobre Kittel já se esgotaram todos os adjectivos para classificar a sua ultima actuação no Tour onde venceu quatro etapas não dando qualquer hipótese à concorrência, foi pena Peter Sagan ter sido desclassificado pois era o único que lhe poderia ter feito frente, já sobre Fernando Gaviria o melhor elogio que se lhe podia ter feito foi dado pelo próprio Kittel ao querer mudar de equipe com medo de perder o estatuto de chefe de fila para o jovem colombiano.
Em 2018, vamos pela primeira vez ter a oportunidade de os ver competir um contra o outro. Espera-se assim um confronto de Titãs entre os dois, eles que na época que agora terminou conseguiram cada qual 14 triunfos de etapa e se o alemão brilhou em França com quatro triunfos o colombiano conseguiu o mesmo feito em Itália sendo ainda o 1º colombiano a envergar a camisola rosa.
Ainda não se sabe qual vai ser a 1ª prova em que vão estar os dois presentes mas estamos todos a torcer para que seja cá na nossa Volta ao Algarve
Katusha e FDJ preparam a Volta ao Algarve com ambições de vitória
A Katusha - Alpecin participa na Volta ao Algarve 2018 com grandes ambições de vitória. A equipe suíça estará presente na linha de partida da corrida estelar portuguesa, agendada entre 14 e 18 de fevereiro, com dois líderes como Tony Martin e Simon Spilak. O primeiro já ganhou a corrida em 2011 e 2013 e pode aproveitar o contra-relógio do terceiro dia para ganhar terreno a todos os adversários. Spilak, por outro lado, já por muitas vezes conseguiu excelentes resultados nas corridas de etapas de uma semana e espera confirmar esta performance em Portugal.
Completam a equipe, Jonatan Restrepo, Robert Kiserlovski, Maurits Lammertink e a dupla portuguesa composta por José Gonçalves e Tiago Machado.
Arnaud Démare será a aposta da FDJ para a Volta ao Algarve 2018. O campeão nacional francês será, de fato, o melhor homem da FDJ na prova portuguesa. Ao seu lado, terá uma equipe ao seu serviço com ciclistas como David Cimolai, Ramon Sinkeldam e Jacopo Guarnieri pronto para colocá-lo na melhor posição nos sprints.
As 10 maiores desilusões de 2017
Ao fazermos o balanço do ano de 2017, há ciclistas que dadas as suas performances vão ser recordados para sempre, mas também há outros que por um motivo ou outro ficaram muito abaixo das expectativas. Nas próximas semanas vou divulgar aqueles que para este blogue foram as maiores desilusões do ano de 2017.
Como é possível eleger para maior desilusão da época um ciclista que faz segundo lugar no Giro de Itália?
A justificação está no pessimo Tour de França do Colmbiano. Quintana era a esperança de todos os adeptos do ciclismo que gostavam de ver a hegemonia de Chris Froome contrariada, mas Nairito, fez o seu pior Tour de sempre e provou que é muito complicado para quem faz o Giro chegar ao Tour num pico de forma para discutir a corrida. O 12º lugar final na prova Francesa foi o culminar de uma prova onde no seu terreno favorito, a alta montanha, o ciclista da Movistar nunca consegui fazer a diferença e perdeu mesmo muito tempo para os seus principais rivais
Salvou-se o 2º lugar no Giro, mas mesmo ai, nunca conseguiu na alta montanha, fazer descolar Dumoulin o suficiente para depois puder perder algum tempo no contra-relógio onde devido à sua morfologia nunca poderá estar em pé de igualdade com o holandês.
Com a chegada de Mikel Landa à equipe espanhola, vamos ver como é que Nairito se comporta em 2018, sabendo-se desde já que apesar do seu estatuto de chefe de fila, há uma ânsia natural dentro da equipe por uma nova estrela espanhola e Landa é a esperança de toda uma nação.
Maiores desilusões 2017:
2º Johan Esteban Chavez
3º Tony Martin~
4º Andre Greipel
5º Mark Cavendish
6º Aleksander Kristoff
7º Ben Swift
8º Nacer Bouhanni
9º Steven Kruijswik
10º Rafal Majka
As 15 maiores transferências do ano
1º Fábio Aru Astana ----) UAE Team Emirates
De todos os ciclistas que estavam no mercado, era de longe o mais apetecível. A Trek ainda tentou contratá-lo para suceder a Alberto Contador, mas os petrodólares árabes falaram mais alto e Aru assinou pela UAE Team Emirates.
Depois de uma temporada excepcional em 2015 onde faz 2º no Giro e vence a Vuelta, Aru vem de duas temporadas menos conseguidas mas ás quais não será alheio o desnvestimento da equipe da Astana.
Aos 27 anos o ciclista italiano está no auge das suas capacidades, veremos como se comportará numa equipe ainda sem o estatuto das equipes europeias mas que fez um grande esforço para lhe dar as melhores armas para lutar pelas grandes voltas.
2º Marcel Kittel Quick - Stepp -----) Katusha
É o sprinter que todas as equipes gostavam de ter.
Desde 2011, altura em que chega à Skil Shimano com 23 anos, o alemão conseguiu a impressionante marca de 87 vitórias de etapa, sendo 27 delas nos últimos dois anos ao serviço da Quick-Step Floors.
Com o aparecimento de Fernando Gaviria, que tal como Kittel também conseguiu 14 vitórias esta época, o alemão sentiu que o seu lugar de chefe de fila poderia estar em jogo e preferiu sair para uma equipe que lhe garantisse esse estatuto. Assinou pela Katusha de José Azevedo, equipe onde Kristoff falhou completamente este ano.Veremos como se irá adaptar à equipe e quanto valerá sem o famoso comboio da Quick-Step.
Já agora só por curiosidae, nas duas épocas que vai estar na equipe russa, o alemão vai receber 250 mil euros limpos por mês, tornando-se assim o 5º ciclista mais bem pago do pelotão, atrás de Valverde, Sagan, Kristoff e Quintana.
3º Daniel Martin Quick - Stepp -----) UAE Team Emirates
O cilista mais entusiasmante do pelotão mundial vai dividir com Fabio Aru a liderança da equipe árabe dos Emirados.
O irlandês graças ao seu estilo ambicioso e destemido é o único (juntamente com Quintana) com capacidade para atacar Froome na alta montanha. É um dos melhores ciclistas da actualidade, que vencerá naturalmente uma das grandes voltas nos próximos anos.
Com uns guarda costas de luxo, como Diego Ulissi, Darwin Atapuma, Jan Polanc ou mesmo Rui Costa, a equipe dos Emirates poderá encarar a próxima época com a a ambição de oferecer a Daniel Martin ou Fabio Aru as condições necessárias para vencerem uma grande volta.
Veremos como é que a equipe de Rui Costa vai gerir os seus activos, mas eu apostaria em Aru no Giro e no Tour e Martin no Tour e na Vuelta.
4º Mikel Landa Team Sky ---) Movistar
Outro ciclista muito cobiçado neste mercado de inverno.
Aos 27 anos, Landa já provou que consegue facilmente fazer Top 5 nas grandes voltas. Chega à Movistar numa altura em que em Espanha não há grandes referências com a esperança de ser o próximo " Indurain". Aos 27 anos será com certeza um dos chefes de fila da equipe, mas Nairo Quintana já mostrou o seu descontentamento com a chegada do espanhol e isso poderá trazer algum mal estar no seio da equipe. Veremos como Eusébio Unzué consegue lidar com a situação sabendo que Quintana deve ser o chefe de fila no Tour e Landa no Giro e na Vuelta com o apoio de Valverde.
5º Warren Barguil Team Sunweb ----) Fortuneo
Talvez a maior surpresa do ano.
Após uma temporada brilhante onde venceu duas etapas do Tour, arrebatando a camisola das bolinhas da montanha. o ciclista francês, deixa a Sunweb de Tom Dumoulin e assina pela equipe continental da Fortuneo.
Warren Barguil irá assumir a chefia absoluta da equipe da Bretanha,local de onde é natural, garantindo com isso à Fortuneo um wild card para o Tour do próximo ano e a hipótese de lutar pela vitória na divisão UCI Pro continental com vista à subida de divisão em 2018.
6º Louis Meintjes UAE Team Emirates ----) Dimension Data
Sem espaço na equipe árabe com a chegada de Aru e Daniel Martin, mal grado dois oitavos lugares nas duas ultimas edições do Tour, o cilistas sul africano regressa a casa, equipe onde fez a formação e onde aos 22 anos conquistou um 10º lugar na Vuelta a Espanha.
Após 2 anos sem grandes resultados, a Dimension Data tem o seu lugar no World Tour em risco e aposta no ciclista da casa para liderar a equipe sabendo que Louis é quase uma garantia de fazer top 10 em algumas voltas.
7º Mikel Nieve Team Sky ---) Orica
Um dos melhores ciclistas do pelotão mundial a quem Chris froome tem que agradecer muitos dos seus triunfos em alta montanha, chega à equipe dos irmãos Yates com bastante visibilidade mediática.
O espanhol, que esteve presente nos últimos três Tours que o inglês, ganhou é mais um grande reforço à excelente equipe que a Orica tem vindo a montar nos últimos anos. Aquela que começou por ser uma equipe de australianos é hoje uma das melhores equipes do mundo, ao ponto, de não se saber ao certo quem é o líder da equipe australiana, será Chavez que teve uma época desastrosa este ano e parece ter perdido espaço na equipe, serão os irmãos Yates, habituais frequentadores do Top 10 nas grandes voltas ou será Mikel Nieve que aos 33 anos tem a ultima hipótese de brilhar. Certamente que o espanhol será líder na Vuelta em conjunto com um dos outros, mas no Tour deverá ser gregário dos irmãos ingleses.
8º David de La Cruz Quick - Stepp -----) Team Sky
O espanhol da Quick - Stepp será o substituto natural de Mikel Landa na equipe inglesa.
Aos 28 anos e após uma grande Vuelta a Espanha onde só uma queda no Angliru lhe retirou um lugar no Top 10, o ciclista espanhol chega à Sky para assumir o papel de principal gregário de Froome no Tour e assumir com Thomas a liderança da equipe na prova espanhola.
9º Alexander Khristoff Katusha -----) UAE Team Emirates
Não se pode dizer que tenha sido para esquecer a época do norueguês na Katusha. pois conseguiu 9 vitórias de etapa, mas foram em provas de pouca importância. Quando teve que provar o seu avultado investimento o ciclista russo falhou a toda a prova, não conseguindo uma única vitória numa grande Volta.
Poderia se pensar que o elevado ordenado que auferia na equipe russa inviabilizaria qualquer transferência mas mais uma vez os petrodólares árabes entraram em jogo e Kristoff será o grande trunfo da equipe de Rui Costa para as clássicas da primavera e para tentar vencer etapas nas grandes voltas.
Tal como na Katusha a equipe árabe não tem um comboio bem mecanizado para levar o norueguês á vitória, mas aos 30 anos Kristoff enfrenta uma época de tudo ou nada, ou confirma o valor de 2015, onde consegui 20 vitórias de etapas, que o transformaram num dos melhores sprinters do mundo ou rapidamente cai no esquecimento como Tyller Ferrar ou Sacha Modolo,
10º Matej Mohoric UAE Team Emirates -----) Bahrain
O maior maratonista de 2017 troca de equipe árabe, deixa a UAE Emirates e vai para a rival Bahrain.
Mohoric, com os seus 22 anos e com uma margem de progressão enorme era um dos mais pretendidos ciclistas do pelotão. Dono de uma capacidade física fora do comum, o esloveno tem tudo para ser um dos melhores ciclistas de clássica no futuro. O antigo campeão do mundo de juniores e Sub-23 será um dos principais gregários da equipe de Nibali e como já o provou na Vuelta de este ano, um ciclista para vencer etapas nas grandes voltas.
11º Matteo Trentin Quick - Stepp -----) Orica
Um final de época espectacular com 4 vitórias de etapas na Vuelta retiraram do anonimato o principal lançador de Marcel Kittel na Quick - Step.
Excelente contratação por parte da equipe australiana onde o ciclista italiano, poderá ter um duplo protagonismo, como lançador de Caleb Ewan no Tour e como principal sprinter na prova do seu país e e na Vuelta.
O seu lançador na Vuelta, Jack Bauer acompanha-o nesta nova etapa, o que faz do comboio da Orica um dos melhores do pelotão mundial. Caleb Ewan e Matteo Trentin tem tudo para brilhar e fazer da Orica uma das equipes com mais vitórias de etapas da próxima época.
Um final de época espectacular com 4 vitórias de etapas na Vuelta retiraram do anonimato o principal lançador de Marcel Kittel na Quick - Step.
Excelente contratação por parte da equipe australiana onde o ciclista italiano, poderá ter um duplo protagonismo, como lançador de Caleb Ewan no Tour e como principal sprinter na prova do seu país e e na Vuelta.
O seu lançador na Vuelta, Jack Bauer acompanha-o nesta nova etapa, o que faz do comboio da Orica um dos melhores do pelotão mundial. Caleb Ewan e Matteo Trentin tem tudo para brilhar e fazer da Orica uma das equipes com mais vitórias de etapas da próxima época.
12º Davide Formolo Cannondalle -----) Bora
Depois de um 9º lugar na Vuelta do ano passado e de um 10º lugar no Giro deste ano ao serviço da Cannondale, o jovem italiano muda-se para a equipe de Peter Sagan onde pode vir a ter um papel importante no próximo ano. Formolo já provou ser um grande trepador e será com certeza a grande aposta da equipe alemã para o Giro do próximo ano. Veremos depois com o decorrer da época até onde pode ir este jovem prodigio, uma das maiores esperanças do ciclismo transalpino para a próxima década.
13º Egan Bernal Gomez Androni -----) Team Sky
A Sky é uma autentica fábrica de talentos e para suprir as saidas de Mikel Landa e Mikel Nieve tem talvez os dois ciclistas mais promissores da atualidade, o italiano Gianni Moscon e agora o jovem colombiano Egan Bernal
Egan Bernal de apenas 20 anos é o mais recente talento colombiano, tal como Quintana, Chavez ou Miguel Angel Lopez, estreou-se este ano com uma vitória na volta à França do futuro não dando a mínima chance aos seus rivais. Bom escalador, é um ciclista corajoso e ofensivo, que chega à equipe inglesa, onde naturalmente fará a sua ascensão como gregário de Froome para quem sabe daqui a três anos poder discutir uma grande volta.
14º Tony Gallopin Team Lotto Soudal -----) AG2R
Foi com excitação que os franceses viram o regresso de Tony Gallopin a terras gaulesas.
Com a chegada do antigo campeão françês de estrada a AG2R consegue colmatar duas grandes lacunas na sua equipe, um excelente rolador capaz de ombrear com os melhores nas clássicas e um ciclista capaz de vencer etapas (já foi por mais que uma vez camisola amarela no tour) e fazer top 10 em grandes voltas.
5º Jan Hirt CCC -----) Astana
A Astana para colmatar a saída de Aru, apostou em Davidde Vilela, Omar Fraille e Jan Hirt. Dos três o checo de 26 anos parece-me o que tem mais capacidades de vir a brilhar com a camisola celeste da equipe casaque.
Ao servico da equipe polaca da CCC, Hirt fez um extraordinário Giro de Itália em 2017, andando sempre com os primeiros na alta montanha e perdendo um lugar no top 10 nas ultimas etapas devido a não ter apoio nenhum da sua equipe. Com a chegada a uma equipe World Tour, o checo pode explodir e será sem dúvida um ciclista a seguir em 2018
Depois de um 9º lugar na Vuelta do ano passado e de um 10º lugar no Giro deste ano ao serviço da Cannondale, o jovem italiano muda-se para a equipe de Peter Sagan onde pode vir a ter um papel importante no próximo ano. Formolo já provou ser um grande trepador e será com certeza a grande aposta da equipe alemã para o Giro do próximo ano. Veremos depois com o decorrer da época até onde pode ir este jovem prodigio, uma das maiores esperanças do ciclismo transalpino para a próxima década.
13º Egan Bernal Gomez Androni -----) Team Sky
A Sky é uma autentica fábrica de talentos e para suprir as saidas de Mikel Landa e Mikel Nieve tem talvez os dois ciclistas mais promissores da atualidade, o italiano Gianni Moscon e agora o jovem colombiano Egan Bernal
Egan Bernal de apenas 20 anos é o mais recente talento colombiano, tal como Quintana, Chavez ou Miguel Angel Lopez, estreou-se este ano com uma vitória na volta à França do futuro não dando a mínima chance aos seus rivais. Bom escalador, é um ciclista corajoso e ofensivo, que chega à equipe inglesa, onde naturalmente fará a sua ascensão como gregário de Froome para quem sabe daqui a três anos poder discutir uma grande volta.
14º Tony Gallopin Team Lotto Soudal -----) AG2R
Foi com excitação que os franceses viram o regresso de Tony Gallopin a terras gaulesas.
Com a chegada do antigo campeão françês de estrada a AG2R consegue colmatar duas grandes lacunas na sua equipe, um excelente rolador capaz de ombrear com os melhores nas clássicas e um ciclista capaz de vencer etapas (já foi por mais que uma vez camisola amarela no tour) e fazer top 10 em grandes voltas.
5º Jan Hirt CCC -----) Astana
A Astana para colmatar a saída de Aru, apostou em Davidde Vilela, Omar Fraille e Jan Hirt. Dos três o checo de 26 anos parece-me o que tem mais capacidades de vir a brilhar com a camisola celeste da equipe casaque.
Ao servico da equipe polaca da CCC, Hirt fez um extraordinário Giro de Itália em 2017, andando sempre com os primeiros na alta montanha e perdendo um lugar no top 10 nas ultimas etapas devido a não ter apoio nenhum da sua equipe. Com a chegada a uma equipe World Tour, o checo pode explodir e será sem dúvida um ciclista a seguir em 2018
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