segunda-feira, 13 de novembro de 2017



Quick - Step 2018: Renovação com a prata da casa

Ao analisarmos o mercado de transferências, é impossível não ficarmos surpreendidos com o desfalque que a equipe da Quick-Step sofreu este defeso. Após uma época fantástica em que obteve 56 vitórias de etapas, valendo-lhe assim o segundo lugar no ranking da UCI, só atrás da Sky de Chris Froome, a equipe belga vê deixarem a equipe os seus 3 chefes de fila, Marcel Kittel, Daniel Martin e David de la Cruz. Se a estes juntarmos o "rei das clássicas"Tom Boonem, Matteo Trentin que venceu 4 etapas da Vuelta e Gianluca Brambilla um excelente rolador que já vestiu diversas camisolas amarelas, percebe-se que a Quick-Step embora esteja cada vez mais forte, ainda não consegue competir a nível financeiro com as melhores equipes do World Tour e com as recém formadas equipes árabes.

De todos Daniel Martin é o mais difícil de substituir, pois é actualmente um dos 5 melhores ciclistas do mundo e dos poucos capaz de acompanhar Froome na alta montanha. O patrão da equipe, Patrick Lefevere,  já deu a entender que Bob Jungels, após duas temporadas de grande nível, está em condições de ser o chefe de fila para a próxima época e será ele a liderar a equipe no Tour. Veremos como é que o jovem Luxemburguês que nos últimos dois anos, fez dois top 10 no Giro vencendo a camisola da juventude vai aguentar a pressão.
Mas se substituir Martin é complicado, o que dizer dos seus gregários, David de la Cruz e Brambilla. Julian Alaphilippe, já é uma certeza e dada a sua versatilidade, será o joker da equipe, mas poucos mais ciclistas há no plantel com capacidade para acompanhar o líder quando a estrada começar a empinar. Enrico Mas, Laurens de Plus e James Knox tem um potencial incrível mas aos 22 anos ainda não me parecem ter capacidades para estar lá nos grandes momentos.

Por fim, as saídas de Marcel Kittel e Matteo Trentin. O alemão percebendo que ia ter a concorrência de Fernando Gaviria e que muito dificilmente ia ser o chefe de fila da equipe, quis sair. Enquanto que uma proposta irrecusável pelo italiano levou-o pelo mesmo caminho.
Depois de uma época fabulosa de Gaviria, que foi o ciclista mais vitorioso do ano, não há duvida de quem vai ser o sprinter da equipe no Tour e talvez na Vuelta do próximo ano.  A chegada de Elia Viviani veio compensar a saída de Trentin. Viviani é uma promessa constantemente adiada, mas com o comboio da Quick-Step a funcionar para ele, pode muito bem vir a ser melhor que o seu antecessor. Em principio deve estar presente no Giro e numa das outrs Grandes Voltas. Só uma palavra para Alvaro José Hedog, um jovem colombiano que chegou este ano à experiência à equipe. Foi caso para dizer, chegar, ver e vencer, pois  passadas duas provas assinava contrato e já é visto como um dos sprinters mais promissores do pelotão.

Em conclusão, apesar do muito dinheiro ganho este ano, a equipe belga não conseguiu ter argumentos para aguentar as suas grandes estrelas e em vez de canalizar esse dinheiro para ciclistas com experiência mas de segundo plano, decidiu apostar nos jovens. Uma aposta de risco, mas uma coisa é certa, se não for em 2018, mais ano menos ano, a Quick-Step estará outra vez na ribalta do ciclismo mundial.

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