Strade Bianche 2018: Apresentação da prova
É já neste fim de semana que se corre a Stade Bianche, a primeira das clássicas italianas e que desde o ano passado pertence ao calendário WorldTour.
A clássica que percorre as estradas da Toscánia, terá este ano um percurso de 175 quilómetros a percorrer como habitualmente em redor de Siena. terá a partida na zona histórica da cidade, mais propriamente na Fortaleza dos Medici e a chegada será como de costume, na Piazza del Campo. Serão onze os sectores em terra branca que dão o nome à prova num total de 63 quilómetros que de certeza farão a selecção dos favoritos à vitória final.
Além da corrida masculina, o mesmo dia também contará com o teste reservado para as mulheres, também pertencente ao WorldTour.
Percurso e Altimetria:
Um percurso muito áspero e ondulante tanto no planimétrico quanto no nível altimétrico, sem longas subidas, mas pontilhado com rasgos mais ou menos íngremes, especialmente em estradas de terra. Existem cerca de 63 km de estradas não pavimentadas divididas em 11 sectores (dos quais 8 são em comum com a prova feminina) com um terreno bem mantido, bem batido e com pouco brecciolino na superfície.
Partida de Siena (área de Stadio / Fortezza Medicea), primeiros quilômetros ondulando em asfalto até chegar, ao km 18, a 1º sector de terra (2,1 km) perfeitamente recta sempre em descida muito leve. Poucos quilómetros separado do 2º sector (5,8 km), a primeira rugosidade real da corrida com uma curta secção de declive e uma longa subida, às vezes com encostas em torno de 10%. Mais à frente aparece Radi, onde se encontra o 3º sector (4,4 km, esta é a segunda parte da primeira estrada de terra do caminho das origens) e imediatamente após o 4º sector "La Piana" (5,5 km, presente desde a primeira edição) altimetricamente menos exigente que leva a Buonconvento. Alguns quilômetros depois enfrenta-se a subida de Montalcino, a segunda rugosidade do dia (4 km, 5%). Depois de Torrenieri, comece o 5º sector (11,9 km) e 6º (8,0 km), que são intercalados com apenas 1 km de asfalto, desafiadores, ondulantes, muito nervosos e com várias curvas e altos e baixos. Após a segunda passagem em Buonconvento, há uma fonte fixa na área de Ponte d'Arbia antes de chegar a Monteroni d'Arbia. Aqui começa o 7º sector de terra branca de San Martino em Grania (9,5 km) no meio da Crete Senesi. Um longo sector não pavimentado e com uma sucessão de altos e baixos suaves na primeira parte para terminar com uma subida de curvas que leva de volta ao asfalto. Em Ponte del Garbo (Asciano) começa o 8º sector (11,5 km, o mais desafiador da corrida), principalmente subindo e caracterizado por altos e baixos significativos, entre os quais se destacam aqueles perto de Monte Sante Marie, que atingem abruptamente ambos montantes altos e baixos em declive (em distâncias curtas). Depois de Castelnuovo Berardenga, encontrará uma estrada de terra muito curta de 300 m de nível antes de enfrentar, após Monteaperti, o 9º sector de apenas 800 m, mas com uma estrada de terra com pistas de dois dígitos. Depois teremos o asfalto em Vico d'Arbia e Pieve a Bozzone. O décimo e penúltimo sector (2,4 km) é então abordado na inclinação ascendente de Colle Pinzuto (encostas até 15%). Poucos quilómetros depois é o 11º e último troço de estrada de terra (1,1 km) com uma sequência de descida seca seguida de uma subida íngreme (inclinação máxima de 18%) que termina no Tolfe. Depois desta ultima dificuldade é só percorrer os 12 kms finais até à linha de meta em Siena.
Favoritos:
Mikal Kwiatkowsky que o ano passado venceu as duas grandes clássicas italianas, terá que ser obrigatóriamente o maior favorito para a edição deste ano.
Mas, Kwiato, que está em grande forma como o comprovou na Volta ao Algarve, não terá tarefa fácil nas estradas Toscanas. Greg Van Avermaet, para muitos considerado o melhor ciclistas de clássicas do mundo de certeza que quererá vingar a segunda posição do ano passado . Também Peter Sagan,sempre um favorito neste tipo de provas, Tom Dumouloin, que vem de um péssimo Tour de Abu Dahbi onde era o maior favorito, Alejandro Valverde que é provavelmente o ciclista em melhor forma neste momento e Phillipe Gilbert que tem como objectivo para a época os dois monumentos que lhe faltam, sendo que o Milão-Sanremo é já daqui a quinze dias, tudo farão para retirar o titulo ao ciclista polaco da Sky.
Roman Bardet que vem de uma lesão mas que já venceu no ultimo fim de semana, Vincenzo Nibali, na sua primeira grande prova da época, Gianni Moscon que já provou ser um dos melhores ciclistas da actualidade em provas de um dia, Alexey Lutzenko e uma Astana em grande forma neste inicio de ano, Tiesj Benoot a liderar uma Lotto-Soudal repleta de ciclista especialistas neste tipo de provas, Luke Durbridge e Daryl Impey da Michelton, Stybar da Quick-Step, Sep Vanmarcke da EF Drapac, Stefen Kruijswick Primoz Roglic (Lotto-Jumbo), Boasson Hagen (Dimension data) Michael Matthews da Sunweb e Diego Ulissi (UAE Emirates) são também ciclistas que posem vencer naturalmente a primira clássica italiana do ano.
Portugueses:
José Gonçalves, é a esperança lusa para a Strade Bianchi. O ciclista da katusha está cada vez mais adaptado ao ritmo das provas do World Tour e pode ter a sua palavra a dizer caso consigo chegar aos últimos quilómetros no lote dos favoritos. Nelson Oliveira, da Movistar vem de uma excelente presença na Volta ao Algarve e também ele poderá surpreender nas estradas Toscanas. Já Nuno Bico, deve encarar esta prova como mais um passo no seu processo de evolução na equipe espanhola.
As minhas apostas:
Onde se pode ver:
Pode acompanhar a prova no próximo sábado dia 3 de Março no Eurosport 2
Para mais informações consultar o site oficial








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