quinta-feira, 15 de março de 2018






Milão-Sanremo: Apresentação da prova

📅 17/03 🚩 Etapa única 🚴 291 Km
⛰ 2 pontos montanhosos de interesse
🏁 90% de hipóteses de uma chegada ao sprint
🌧 Previsão de chuva

É já este sábado que se corre o 1º monumento da época. Conhecida como "a Clássica da Primavera) ou a Classicissima, a Milão-Sanremo, é uma corrida anual de ciclismo de estrada entre as cidades de Milão e Sanremo. É a mais longa corrida de um dia do ciclismo profissional percorrendo uma distância de 291 km.
Ao contrário de todos os outros monumentos, a Milão-Sanremo também é conhecida pela clássica dos sprinters, pois normalmente é discutida pelos homens mais rápidos da prova.

Percurso:




A prova, começa em Milão às 9h45 da manhã ( hora italiana).
Começa então em direcção a Pavia, que fica a 29 quilómetros.  Sem grandes dificuldades, durante os primeiros quilómetros, só perto dos 130 km de prova, é que aparece a já tradicional longa e suave subida ao Passo del Turchino com 5 -6% de inclinação. Por ser uma subida fácil e ainda muito distante da meta, não é provável que apareçam mexidas na corrida neste ponto.


Após a subida, o grupo descerá em direcção a Voltri (km 154), a partir do qual se dirigirá para Arenzano (km 161). Deixando a província de Gênova, para chegar a Varazze (km 173),e Savona, a capital(184 km). Este ano a organização optou por evitar o planalto Manie , então a prova continuará pela planície até passar o segundo reabastecimento em Ceriale (km 221). Aqui, começa a subir com os Tre Capi, Capo Mele (km 239),  Capo Cervo (km 244) e  Capo Berta (km 252). Não são colinas muito exigentes, pelo que ainda será cedo para a selecção dos favoritos.

A verdadeira prova, está nos últimos 30 km. Aqui sim, se jogará tudo, para evitar uma chegada ao sprint. Quando chegarem a San Lorenzo al Mare (km 264), começa a subida da Cipressa (5, 6 km para 4,1% e picos a 9%). Aqui sim, deve-se esperar que a corrida endureça e que apareçam os primeiros ataques a sério, apesar da chegada ainda estar longa e os 12 quilómetros seguintes serem
 rolados em planície.


A dificuldade seguinte, começa a dez quilómetros da chegada. Esta será a última oportunidade para aqueles que querem evitar o sprint final. Não é uma subida muito difícil, mas após 285 km , os 3,7 quilómetros de escalada podem criar grandes mossas. Se a inclinação média não assusta (3,7%), há uma parte a 8% onde como aconteceu o ano passado se pode fazer a diferença.

Os ultimos km são percorridos em descida até Sanremo. Sendo os quilómetros finais em linha recta.

 Michal Kwiatkowski, o vencedor do ano passado, quebrou uma tradição de 11 anos de vitórias ao sprint. Vamos ver este ano, se Kwito, Van Avermaet ou Alaphillipe conseguem repetir a façanha.

Favoritos: 

Numa prova que é conhecida como," A clássica dos sprinters", temos que obrigatoriamente atribuir o favoritismo aos homens rápidos do pelotão, mas com um lote de inscritos tão rico, e com a diversidade de vencedores que tem havido este ano, vai ser uma lotaria acertar no vencedor.
Peter Sagan, é o favorito nº1, o homem a abater e aquele que todos vão marcar, mas Marcel Kittel, que vem de 2 vitórias no Tirreno-Adriático, Mickael Mattews e Aleksander Kristoff, dois grandes especialistas em clássicas também não são de descartar. 
Phillipe Gilbert que tem aqui um dos seus dois objectivos da época, terá uma Quick-Step toda a trabalhar para si e Arnaud Demare, que venceu esta prova em 2016 também tudo fará para repetir o triunfo.
 Matteo Trenti e Elia Viviani, a jogar em casa e com muita aptidão para este tipo de provas também lá estarão de certeza a lutar pela vitória. Mais atrás, mas não menos rápidos temos Boasson Hagen e Cavendish, Caleb Ewan e Christoff Laporte.

Mas não podemos descartar de todo, uma vitória de um rolador, e três dos quatro melhores da actualidade estarão presentes ( falta Valverde). Van Avermaet, o maior especialista em clássicas do mundo, Kwiato que está numa forma incrível e que o ano passado venceu batendo Sagan no sprint final e Alaphillipe são os maiores out-siders dos homens rápidos.

Uma coisa é certa, vença quem vencer o espectáculo do primeiro monumento do ano está garantido.

As minhas apostas:

 Peter Sagan

 Philippe Gilbert, Marcel Kittel, Aleksander Kristoff

 Arnaud Demare, M. Mattews, Elia Viviani e Matteo Trenti

 Mickael Kwiatowsky, Greg Van Avermaet

 Boasson Hagen Caleb Ewan, Mark Cavendish e Julian Alaphilippe

 Philippe Gilbert


Onde ver:

A prova terá cobertura completa no Eurosport.


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