sábado, 17 de março de 2018


Volta à Catalunha: Apresentação da prova

📅 19/03– 25/03 🚩 7 etapas 🚴 1373 km
⏱ Não tem nenhum prólogo nem contra-relógio
🚴 2 etapas ao sprint
⛰ 19 portos de montanha
🏔 1 final em alta montanha

 De 19 a 25 de Março, será realizada a 98ª edição daVolta à Catalunha, uma das mais antigas corridas de etapas do calendário mundial. A corrida catalã, apresenta.se este ano com um percurso parcialmente renovado mas mantendo as etapas mais tradicionais da corrida. Sete etapas cheias de armadilhas, pois teóricamente, apenas duas são propicias aos sprinters, enquanto em todas as outros há sempre hipóteses de surpresas até a linha de chegada.

Etapas:

Segunda-feira 19 de Março: 1ª Etapa, Calella> Calella, 152,3km
Terça-feira 20 de Março: 2ª Etapa, Mataró> Valls, 175,6km
Quarta-feira, 21 de Março: 3ª Etapa, Sant Cugat del Vallès> Vallter 2000, 199, 2km
Quinta-feira 22 de Março: 4ª Etapa, Llanars> La Molina (Alp), 170.8km
Sexta-feira 23 de Março: 5ª etapa, Llivia> Vielha Val d'Aran, 212.9km
Sábado 24 de Março: 6ª etapa, Vielha Val d'Aran> Torrefarrera, 194,2 km
 Domingo 25 de Março: 7º Etapa, Barcelona> Barcelona, 154,8 km

Percurso:


A primeira etapa da corrida catalã vai se desenrolar como de costume na cidade de Calella, que acolhe, a partida e a chegada. Uma etapa propicia aos sprinters, apesar do GPM de Port de Collsacreu estar colocado a apenas 18,3 quilómetros da meta. Será uma subida de 3 km com um gradiente médio de 4,7%,  que não deve, contudo, criar grandes problemas para os homens rápidos do pelotão.


A segunda etapa, levará os ciclistas de Matarò até Valls. Será uma etapa de 175.600 quilómetros que não apresentará muitas dificuldades do ponto de elevação, mas, ao mesmo tempo, haverá poucos metros de terra plana. O ponto chave para a discussão da etapa, será a ascensão ao Col de Lilla (5,4 km com gradiente médio de 5%) colocado apenas a 10 quilómetros da linha de chegada.


Na terceira etapa, já teremos a primeira chegada em alto, com a linha de chegada colocada no topo do Vallter 2000, onde a corrida já chegou em 2014. Quatro GPM, ao longo do percurso, com a subida final de 11,2 quilómetros com um gradiente médio de 6,5%  de inclinação com uma inclinação máxima de 13%, a poder já levar à primeira selecção dos favoritos.


Ao quarto dia, corre-se a etapa rainha da prova, com a tradicional chegada em La Molina. Uma etapa  que pode ser dividida em duas partes, com os primeiros 110 quilómetros depois da partida de Llanars será quase completamente plano. No entanto, a situação mudará após a zona de abastecimento fixo quando a estrada começa a subir em direção ao Coll de la Creueta. Será uma subida de 21 km de comprimento com um gradiente médio de 5%, que terminará a 33 km metros do final. Depois da descida que os levará a Alp, os ciclistas terão que encarar a subida final. Uma ascensão de 11,6 quilómetros com alguns troços de 15% com um gradiente médio de 4,3% . No final uma curta descida até à meta poderá recolocar alguns homens fortes que tenham perdido tempo na subida.


Na sexta-feira, corre-se a etapa mais longa da prova com seus 212,9 quilômetros entre Llívia e Vielha Val d'Aran. Uma etapa onde poderão haver surpresas, pois tem 3 GPM com o ultimo a apenas 15 Km da meta.



O fim de semana,  será para os homens rápidos: Primeiro, com a chegada no sábado a Torrefarrera


E para terminar no domingo, teremos o tradicional circuito de Montjuic, que apesar d não ter muita dificuldade, tem a subida para o estádio passada por 8 vezes que pode baralhar tudo, especialmente se ainda houver luta pela classificação geral.

Favoritos:

Numa prova típica para montanhistas, só Albasini em 2012, contrariou essa tendência, temos que atribuir o favoritismo aos trepadores da equipe da casa, a Movistar. Com uma equipe de luxo, a equipe espanhola tem em Alejandro Valverde (vencedor do ano passado e numa forma fantástica) e Nairo Quintana, os seus líderes, mas Marc Soler (3º em 2017) também está muito moralizado, depois da sua vitória histórica no Paris-Nice.
Os grandes opositores da Movistar, serão a Sky com os dois Henao, David de La Cruz e o espectacular, Egan Bernal, a Michelton Scott, com os irmãos Yates em grandíssima forma, ajudados por Esteban Chavez e Mikel Nieve, que se estreia pela equipe australiana, e a UAE Emirates com os seus dois líderes, Fabio Aru e Daniel Martin. Rigoberto Uran e Thibaut Pinot, também terão a sua palavra a dizer.
Com menos favoritismo, mas que também se podem intrometer na luta pelos melhores lugares no final, temos, Bob Junguels, Tejay Van Garderen, Michael Woods, Warren Barguil, Steven Kruisjwick, Jan Hirt, Louis Meinjes, Sam Bennet e David Formolo

Tenho muita curiosidade para ver os jovens lobos do pelotão WorldTour, Eric Mas (Quick-Step) que muitos consideram, o sucessor de Alberto Contador, Pierre Latour e David Gaudu (FDJ), as novas estrelas francesas, Matej Mahoric (Bahrain), que na ausência dos principais líderes da equipe pode ser uma agradável surpresa e Bjorn Lambrecht (Lotto-Soudal), o jovem belga com um potencial tremendo.

Portugueses:

Portugal estará presente na prova catalã com 4 representantes: Tiago Machado (Katusha), José Mendes (Burgos BH) Joaquim Silva (Caja-Rural) David Vilela (Manzana Postobon). Tenho muitas esperanças na prestação de Joaquim Silva, o jovem penafidelense que trocou o FCPorto pela Caja-Rural. Veremos como se porta nesta sua primeira grande prova internacional.

As minhas apostas:

 Alejandro Valverde

 Nairo Quintana, irmãos Yates, Daniel Martin, Fabio Aru, e Rigoberto Uran

 Egan Bernal, Thibaut Pinot e Marc Soler

 Sergio Henao,  Esteban Chaves e Eric Mas

 Bob Jungels, Michael Woods, Steven Kruisjwick e Jan Hirt

 Alejandro Valverde, Egan Bernal e David Gaudu


Onde ver:

Aprova terá o acompanhamento no Eurosport






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