segunda-feira, 23 de abril de 2018

Tour da Romandia: Apresentação da prova


📅 24 a 29 de Abril
🚩 6 etapas
🚴 685,4 km
⏱ Prólogo + 1 contra-relógio de montanha
🚴 1 etapas ao sprint
⛰ 15 portos de montanha


Tour de Romandía
Tour de Romandie
Cycling (road) pictogram.svg Ciclismo de estrada
Peloton Tour de Romandie 2008.jpg
Michael Albasini , camisola amarela de líder em 2008
Dados Gerais
PaísFlag of Switzerland (Pantone).svg Suiça
CategoríaUCI World Tour 2.UWT
DataAbril 
1º Edição1947
Edicão actual72.ª (em 2018)
OrganizadorChassot Concept
FormatoProva por etapas
Equipes participantesUCI WorldTeam
Profesional Continental
Palmarés
Mais vitoriasBandera de Irlanda Stephen Roche (3)


O Tour da Romandía, irá para a estrada de 24 a 29 de Abril. É uma prova de etapas que decorre na região da Romandía, de língua francesa da Suíça.
A 1ª edição foi em 1947 para celebrar o 50º aniversário da União Suíça de Ciclismo e reuniu quarenta corredores divididos por dez equipes. Consistia em quatro etapas com uma distância total de 755 km.

Desde 2005, a prova faz parte do UCI ProTour e actualmente da UCI WorldTour.


A edição deste ano, tem um percurso muito variado, que inclui um prólogo de 4 km - com um final difícil com rampas de até 11% , um contra-relógio de 10 km para Villars-sur-Ollon (9,7 km a 8,1%), uma etapa rainha com três portos de montanha de primeira categoria e dois de segunda e outra etapa de meia montanha, com três altos de 2 ª categoria e um de 3º. Em suma, 685 quilómetros com muita montanha, mas sem finais em alto, embora apenas duas etapas possam ser opção para os sprinters. Uma prova cheia de armadilhas que convida a ataques e tácticas da equipe.

Percurso:

A corrida começa com um prólogo apresentando algumas desagradáveis rampas de dois dígitos, há um contra-relógio de 9,9 quilómetros a 8%, enquanto a etapa rainha de montanha percorre cinco subidas com duas de 1ª categoria, mas termina na descida.


Etapas:

1º Etapa, Terça-feira: Friburgo-Friburgo 4km (Prólogo)




O Tour da Romandia começa com um prólogo de 4 quilômetros em Fribourgo.
O primeiro 1,5 quilómetro é plano, seguido de uma descida curta e acentuada até a secção central plana. No quilometro 3.2, os ciclistas fazem uma rampa de 200 metros com gradientes de dois dígitos. Os últimos 600 metros começam com um falso plano para ficar mais íngreme e mais íngreme e terminam com outra rampa de dois dígitos imediatamente antes da linha na Praça Georges Python.

2ª Etapa, Quarta-feira: Friburgo- Delémont 166,6 Km



Esta etapa tem 4 portos de montanha O primeiro deles é de 4,3 quilómetros a 8,3% e a crista é alcançada no km 40,7 em Lignières. A corrida desce para o vale apenas para subir o Col Pierre Pertuis no quilometro 74,7 - 2,5 km a 6% de inclinação . Na descida, os ciclistas, entram num circuito de 29,5 quilómetros em redor de Delémont, com duas voltas por Le Sommet. Esta subida de 6,2 quilómetros tem uma média de 6,4% e, após uma curta descida, a subida continua por 3 quilómetros, quase a 3%. A última vez que chegarem ao topo, faltam 10,4 quilómetros para a linha de meta em descida, mas os 4 quilómetros finais são planos.

Os primeiros três ciclistas na linha de chegada recebem bonificações de tempo de 10, 6 e 4 segundos, enquanto os dois sprints intermediários (no quilometro 79.0 e no quilometro 141.5) vêm com 3, 2 e 1 segundo.

3ª Etapa, Quinta-feira; Delémont - Yverdon Les Bains 173,9 km



Logo após a partida, os ciclistas enfrentam a primeira subida. O Col des Rangiers é de 8,4 quilómetros com uma média de 4,8%. O PM está localizado a 856 metros e, após uma pequena descida, o percurso continua num falso plano até uma elevação de quase 1.000 metros. No quilómetro 84, os ciclistas descem para o vale antes de enfrentar a segunda e última subida do dia. O Col des Etroits tem 5,7 quilómetros com um gradiente médio de 6%. Os Etroits atingem 1.152 metros de altura. O local de chegada, Yverdon-les-Bains fica no Lago Neuchâtel, 20 quilómetros depois. Após a primeira passagem na linha de meta, a corrida termina com uma rodada de 34,4 quilómetros com os últimos 10 quilómetros planos.

Os três primeiros ciclistas na linha de meta, recebem bonificações de 10, 6 e 4 segundos, enquanto os dois sprints intermediários (no km 84,0 e no quilómetro 149,8) vêm com 3, 2 e 1 segundo.

4º Etapa, Sexta-feira: Ollon - Villars 9,9 km




A 3ª etapa do Tour de Romandie é um contra relógio individual de montanha. Ollon fica no vale e Villars no alto da montanha. O traçado de 9,9 quilómetros sobe 785 metros.

5ª Etapa, Sábado: Sion - Sion 149,2 Km




No Sábado, temos a etapa raínha, com 5 prémios de Montanha com os últimos 4 na parte final da etapa. A primeira dificuldade é quase no início, seguida por 50 quilómetros completamente planos. O final é muito interessante, com uma sucessão de quatro subidas intercaladas apenas com descidas curtas. Abrindo e fechando este quarteto estão dois GPMs de primeira categoria, nos quais a batalha pela vitória final poderá explodir. Da última cordilheira até a linha de chegada, haverá 30 quilómetros, dos quais cerca de 25 de descida rápida e bastante técnica.

6ª Etapa, Domingo: Mont Sur rolle - Genéve 181,8 Km



A última etapa do Tour da Romandia deste ano começa em Mont-sur-Rolle, 35 quilómetros a norte de Genebra, tem 181,8 km apresenta três subidas, mas um final rápido ao sprint, é o cenário mais provável.
A primeira subida, leva a Mont-la-Ville (3,6 quilómetros a 4,9%), a segunda, a Suchy (1,9 quilómetros a 6,4%) e a terceira, a Thierrens (3 quilómetros a 4,5%). Nesta última aldeia ainda há mais de 100 quilómetros para competir, principalmente em estradas sinuosas.
Os quilómetros finais correm ao longo do lago de Genebra e são planos.
Os primeiros três pilotos na linha recebem bonificações de 10, 6 e 4 segundos, enquanto os dois sprints intermediários (no km 91.2 e no km 151.3) vêm com 3, 2 e 1 segundo.

Favoritos:



Primoz Roglic, é o grande favorito da prova. O ciclista da Lotto-Jumbo, que tão bem esteve na Volta ao País Basco, beneficia ainda da inclusão de 2 contra-relógios onde é um especialista.
Richie Porte, que venceu a prova no ano passado será o seu principal opositor. O Australiano, lidera uma BMC que necessita de vitórias como de pão para a boca e qu se apresenta na Suiça na máxima força. Geraint Thomas e Egan Bernal da Sky, também quererão levar de novo a equipe às vitórias após uma péssima prestação nas Clássicas da Primavera. Também Simon Spilak, que por 3 vezes terminou em segundo lugar nesta prova, poderá valer-se do seu conhecimento da prova para contornar o seu défice na alta montanha.
Ion Izaguirre e Jakob Fulgson são os outros candidatos à vitória final. Daniel Martin, que apareceu em boa forma em Liège, poderá vencer mas, tem o handicap de dois CR onde não é especialista mesmo sendo de montanha.

Entre os Outsiders, Steven Kruijswijk que ainda não se viu este ano, Pierre Latour que já o vimos no melhor (Catalunha) e no pior (País Basco), Gorka Izaguirre, Emanuel Buckmann e Tejay Van Garderen que se defendem muito bem no contra-relógio, são os outros nomes a ter em conta.

Portugueses:


Rui Costa, tem um excelente historial na Romandia. Por três vezes, entre 2012 e 2014 terminou no lugar mais baixo do pódio e de certeza que tentará lá chegar novamente este ano, mas como vimos nas Ardenas, o ciclista português, não nos parece estar no seu melhor pelo que se o conseguir será uma boa surpresa.
José Gonçalves, também estará presente. Terminada a época das clássicas onde tal como toda a sua equipe não foi muito feliz, o ciclista português estará presente à partida no apoio ao seu líder, Simon Spilak.

As minhas Apostas:




Richie Porte e Primoz Roglic


  Geraint Thomas, Jakob Fulgson

  Ion Izaguirre, Daniel Martin

 Steven Kruijswijk, Simon Spilak, Egan Bernal

Rui Costa, Pierre Latour, Emanuel Buckmann

Rui Costa, Primoz Roglic, Egan Bernal, David Gaudu



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