quinta-feira, 3 de maio de 2018


Os 10 Grandes favoritos à vitória no Giro de Itália 2018


TEAM SUNWEBNED  1 Tom Dumoulin (Team SunWeb)
⬆ A favor
Parte com o dorsal nº 1 nas costas, fruto da sua excelente vitória no ano passado e isso parecendo que não, dá-lhe desde logo uma grande motivação para repetir o triunfo. Aos 27 anos, Dumoulin é considerado o único ciclista com capacidade para destronar o reinado de Froome dos últimos anos e há muito que o mundo ciclistico espera por este duelo na estrada. O ciclista holandês, está cada vez mais forte na montanha e no Contra-relógio onde é o actual campeão do, mundo consegue ganhar tempo significativo para poder ter um outro percalço durante as etapas de alta montanha, ponde ainda não está ao nível de Froome ou Aru. Só no final das três semanas é que se saberá, mas, para mim é o favorito nº 1 à conquista do Giro deste ano

⬇ Contra

Como disse anteriormente, Dumoulin, ainda não é um super trepador, como Froome ou Quintana e numa prova onde existem 7 chegadas em alto, ele pode perfeitamente se tiver um dia mau, como aconteceu na Vuelta de 2015, perder todas as opções de vitória. Também, ao contrário de Froome que tem uma super equipe a protegê-lo, o holandês vai estar muitas vezes por sua conta, especialmente na alta montanha, pois Kelderman não estará presente e Oomen, talvez o único ciclista da SunWeb que sobe bem, ainda só tem 22 anos e não sei até que ponto é que aguentará o ritmo dos mais fortes.


TEAM SKYGBR  181 Chris Froome (Sky)
⬆ A favor
Chris Froome é daqueles ciclistas que não precisa de apresentações. Quatro vitórias no Tour de França, sendo que no ano passado, conseguiu a dobradinha, vencendo também a Vuelta, fazem deste exímio trepador o melhor ciclista da actualidade. Se conseguir vencer o Giro, torna-se no primeiro ciclista de sempre a conseguir o triplete em voltas consecutivas, pelo que motivação não lhe vai faltar na partida em Jerusalém. Além do mais, devido ao seu controlo positivo na Vuelta, uma suspensão paira no ar, pelo que a sua presença no Tour ainda não está confirmada.

⬇ Contra
A indecisão até à última hora, sobre a sua presença no Giro deste ano devido ao resultado positivo, podem ter atrasado a sua preparação para a prova e podem ter afectado psicologicamente o chefe de fila da Sky. Alem disso, nas duas provas onde esteve presente esta época, Tirreno e Tour dos Alpes, não foi muito feliz. O historial também não ajuda, pois Froome, apenas por uma vez tomou a partida na prova italiana em 2009, tendo terminado no 32º lugar da geral, mas uma coisa é certa, se estiver na plenitude das suas capacidades, o ciclista britânico é o grande favorito à conquista da Camisola Rosa.



UAE TEAM EMIRATES ITA  201 Fabio Aru
⬆ A favor
É conjuntamente com Nibali, o melhor ciclista italiano da actualidade e na ausência do "Tubarão Siciliano" a grande esperança dos Tiffosi para que a camisola rosa fique em casa. Nas suas duas ultimas participações na volta italiana, Aru terminou no pódio, 3º em 2014 e 2º em 2015, o que se somarmos à vitória na Vuelta de 2015 e ao 5º lugar no Tour do ano passado, prova que estamos a falar de um dos melhores voltistas da actualidade. O homem da UAE Emirates, é um trepador puro, dos melhores do pelotão que gosta de subidas longas e duras e numa prova repleta de montanha de certeza que vai sentir-se como peixe na água e quem sabe não será este o ano em que finalmente o Giro fica em casa.

⬇ Contra
A meu ver, Aru tem dois factores contra si, primeiro, continua a ser um ciclista mediano no Contra-relógio podendo facilmente perder mais de 1:30 para Froome e Dumoulin e segundo, mentalmente não é muito forte, rara é a prova onde não tem um dia mau. Além disso, já não tem a super Astana a apoiá-lo, esta equipe dos Emirates, não tem mais nenhum grande trepador e nas etapas alpinas, Aru terá que se valer por si próprio.



GROUPAMA - FDJ FRA  81 Thibaut Pinot
⬆ A favor
O quarto classificado da ultima edição do Giro, parece estar em grande forma como o confirmou no Tour dos Alpes. Pinot, é um dos melhores trepadores da actualidade e um voltista por excelência com grandes resultados nas Grandes Voltas. Melhorou consideravelmente nos Contra-relógios e nas descidas, as suas grandes lacunas e ao contrário do Tour, onde tem o "fantasma" Bardet, em Itália, não terá nenhuma pressão sobre si, pelo que ser uma agradável surpresa e melhorar o lugar do ano passado.

⬇ Contra
A consistência não é uma das características do ciclista francês. Quando menos se espera, ele pode fracassar, ás vezes em etapas sem grandes dificuldades. Além disso, não tem equipe para o apoiar, mas Pinot, já demonstrou que se estiver bem, não precisa de ninguém para meter mãos à obra e arrancar montanha acima rumo aos céus.Se uma conjugação de factores estiver do seu lado, poderá muito bem lutar pela vitória até ao último dia.


MITCHELTON - SCOTT COL  111 Esteban Chavez
⬆ A favor
O segundo lugar na prova transalpina em 2016 não foi obra do acaso, Esteban Chavez é um trepador puro, dos melhores à partida de Jerusalém. Especialista em provas de três semanas, também já conseguiu bons resultados no Tour e na Vuelta, o ciclista Colombiano, espera regressar ao nível que nos habituou, depois de uma época de 2017 para esquecer.
Ao contrário da maioria dos candidatos, Chavez tem uma óptima equipe para o resguardar e não será por ai que os resultados não vão aparecer.

⬇ Contra
Depois de uma época em cheio de 2016 onde fez pódio no Giro e na Vuelta, as lesões e uma tragédia pessoal, condicionaram a época passada do ciclista da Michelton. Mas, como se costuma dizer, ano novo, vida nova, e o ciclista colombiano parte para Itália cheio de ambições, mal grado as ultimas exibições onde não conseguiu estar ao seu nível. O Contra-relógio, continua a ser o seu grande obstáculo, embora se tenha notado algumas melhorias no único em que entrou este ano (10º lugar). Se conseguir estar bem psicologicamente, Chavez poderá ser o "velho Chavez" e lutar pela geral.



ASTANA PRO TEAM COL  31 Miguel Angel Lopez
⬆ A favor
Superman Lopez, é dos ciclistas mais apaixonantes da nova vaga do ciclismo mundial. Trepador, por excelência, provou na Vuelta do ano passado que pode estar em qualquer etapa com os melhores e com a sua atitude combativa e o seu poder de explosão, pode a qualquer momento surpreender e encetar uma aventura em solitário montanha acima. Além do mais, está na equipe que está em melhor forma neste momento, como o comprovam as 5 etapas ganhas pela Astana nas ultimas semanas e que participa na prova "Rosa" com ciclistas com muita qualidade.

⬇ Contra
Miguel Angel Lopez, tem apenas 24 anos recém cumpridos e apenas uma Grande Volta na carreira (Vuelta 2017), logo tem pouca experiência neste tipo de provas e nunca correu neste traçado, pelo que será interessante ver como vai suportar a pressão de liderar uma grande equipe. Se conseguir aguentar a pressão e se a prova lhe correr de feição logo desde a partida, Superman Lopez é para mim o terceiro maior candidato à vitória final

 .

MITCHELTON - SCOTTGBR   118 Simon Yates
⬆ A favor
O jovem ciclista inglês, que venceu a camisola da juventude do Tour do ano passado, é
juntamente com o seu irmão Adam, um dos maiores promissores ciclistas da actualidade. É um trepador por natureza que se defende muito bem no Contra-relógio e que vêm de um inicio de época espectacular com um segundo lugar no Paris-Nice e um quarto na Volta à Catalunha. Tal como Chavez, tem uma excelente equipe a apoiá-lo.

⬇ Contra
Ter Chavez na equipe, tanto pode ser um trunfo, como um obstáculo pois poderá ter que trabalhar para ele e perder algumas opções de estar com os melhores nos derradeiros quilómetros da etapa. Já não conta para o prémio da juventude pelo que para ter algum reconhecimento no final das três semanas terá que obter um bom resultado, mas estou confiante, que devido à sua consistência, Yates chegará a Roma no Top 5 final.



BAHRAIN - MERIDA ITA 41 Domenico Pozzovivo
⬆ A favor
Aos 35 anos, o ciclista italiano tem esperança de melhorar a 6ª posição final do ano passado. Na sua 13º participação na prova, "il piccolo Italiano" tem como melhor participação um 5º lugar em 2014. Este ano, liderando uma excelente equipe e com a sua experiência na prova e o apoio dos fervorosos adeptos transalpinos poderá fazer novamente Top 5 em Roma. 

⬇ Contra
Apesar de ainda ter qualidade suficiente para estar com os melhores, a idade já começa a pesar e não será de estranhar que Pozzovivo, não consiga ser consistente ao longo de toda a prova. O Contra-relógio também não é o seu forte, o seu peso pluma que tanta ajuda lhe dá quando a estrada começa a empinar prejudica-o bastante nas provas contra o relógio. No entanto, com a ambição que tem e com a moral elevada de jogar em casa, poderá facilmente estar entre os primeiros no final da prova.


BMC RACING TEAMAUS  61 Rohan Dennis

⬆ A favor
Dennis, é dos melhores Contra-relogistas do mundo e tem se preparado para gradualmente se tornar num ciclista de Grandes Voltas, daí a BMC entregar-lhe a liderança nesta prova tão mediática. O australiano, provou na Romandia (7º), que já consegue acompanhar os favoritos em etapas de montanha e se não perder muito tempo nos finais em alto poderá valer-se do CR para obter um bom resultado final.

⬇ Contra
Apesar de se notar melhorias significativas na montanha, Dennis, ainda não consegue estar ao nível dos melhores nas Super montanhas, o que pode levá-lo a ficar muito cedo arredado da luta pela vitória. Também, nunca liderou uma equipe em Grandes Voltas pelo que a pressão será uma novidade que terá que levar em conta, mas com o seu talento e ambição poderá facilmente fazer Top 10 na chegada a Roma.


TEAM EF EDUCATION FIRST - DRAPAC P.  CAN 158 Michael Woods
⬆ A favor
Woods, não é um ciclista muito mediático, mas é um dos melhores trepadores inscritos na prova. O 7º lugar da Vuelta do ano passado e o mais recente 2º na Liège-Bastogne-Liège, provam que não estamos na presença de um ciclista qualquer. Tem atrás de si, toda a equipe da EF Drapac a trabalhar e sem pressão nenhuma poderá ser uma das surpresas da prova.

⬇ Contra
Apesar de ter 31 anos, Michael Woods, apenas chegou ao WorldTour em 2016, o que o torna ainda muito inexperiente em provas deste calibre. Se na montanha Woods, está ao nível dos melhores, no Contra-relógio, ainda está muito longe o que lhe retira à partida muitas chances de vencer a prova. A pouca experiência de liderança também não joga a seu favor, mas o ciclista Canadiano, provou o ano passado em Espanha que suporta muito bem a pressão e pode vir a ser uma agradável surpresa.



TEAM LOTTO NL - JUMBO AUS  172  George Bennett
⬆ A favor
Ano após ano, George Bennett vem melhorando os seus registos, lutando hoje com Roglic e Kruisjwick pela liderança da equipe holandesa. No ano passado, estava a fazer um excelente Tour, quando foi forçado a abandonar e este ano, está a realizar a sua melhor época de sempre, terminando no Top 10 em todas as provas que entrou. Regressa ao Giro 7 anos após a sua estreia e tudo fará para obter um bom resultado, para assim, cimentar cada vez mais a sua posição de líder dentro da equipe holandesa.

⬇ Contra
Embora, seja um bom ciclista de etapas, Bennett participou ainda em poucas Grandes Voltas e será a sua estreia a liderar uma equipe, veremos como consegue lidar com isso. Embora seja um bom trepador, ainda não está ao nível dos favoritos e no Contra-relógio também deverá perder algum tempo, mas Bennett é um ciclista que já nos habituou a superar as expectativas e é com muita curiosidade que espero ver a sua actuação por terras italianas.

LOTTO SOUDAL BEL  101 Tim Wellens
⬆ A favor
Ninguém tem duvidas de que Tim Wellens é um dos melhores ciclistas de provas de uma semana da actualidade. Mas como é que se portará numa Grande Volta? Aos 26 anos, o ciclista da Lotto, está a atravessar o seu melhor momento de forma de sempre como o comprovam as recentes exibições na Andaluzia (1º) e Paris-Nice (5º). Cada vez melhor na montanha e com sentido de oportunidade impressionante, quando escapa raramente falha, Wellens pode vir a ser a grande surpresa da prova.

⬇ Contra
O seu historial não é famoso em provas de três semanas, duas participações no Giro e duas no Tour, sem grande protagonismo. Nenhuma vitória de etapa e lugares sempre abaixo do meio da tabela, deixam no ar a dúvida de que o belga seja talhado para este tipo de provas, Muita expectativa para ver o que é que o homem da Lotto-Soudal consegue fazer, no ano em que pela primeira vez liderará a equipe.

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